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Estas contagens decrescentes

Faltam poucos dias para começar a trabalhar. Só tive boas experiências profissionais até agora - uma posição muito cansativa mas muito gratificante numa ONG, uma aplicação das ferramentas antropológicas ao mercado e uma curta experiência de trabalho académico. Mas foram, todos eles, projetos de curtíssima duração, coisas muitos específicas que serviram para cultivar alguma experiência e preencher o CV. Agora é mais a sério, e estou tão entusiasmada quanto expectante. O género de trabalho que vou fazer está entre os pouquíssimos que realmente faria por gosto, e por isso a vontade está cá. Mas, por outro lado, ainda não conheço o ritmo, as particularidades... enfim, todas as nuances que só descobrimos fazendo. Tentei preparar-me da melhor forma, até porque tive bastante tempo - informei-me sobre o projeto no qual vou participar, li vários textos e o livro de base e, nessa vertente, estou certa de que vou entrar já com algum conhecimento e ideias. A antecipação é grande não só em uma frente: tenho tantos planos a curto e médio prazo, tantas prioridades para organizar, tantos desejos que passarão a ser uma possiblidade real quando começar a trabalhar que tenho que me obrigar a desfrutar um dia de cada vez, como me parece que deve ser. 


Nas questões mais práticas, e assim de repente, parece-me que exagerei um bocadinho nos preparativos - por exemplo, passei os últimos dias a lavar e arrumar TODA a minha roupa, incluindo pijamas e roupa de desporto, para não ter esse tipo de preocupação nas primeiras semanas. Pode ser pateta, mas as dinâmicas de gestão do tempo são um ponto sensível porque são-me um bocadinho alheias. Durante a licenciatura tinha aulas apenas quatro dias por semana, começando sempre às 13h (sim, muita sorte), e no mestrado aulas noturnas três dias semanais. Parecendo que não, a época mais aterafada da minha vida deve ter sido o ensino básico, e a partir daí habituei-me a ter sempre tempo de sobra para tudo. Acordar cedo, andar diariamente de transportes públicos e, em geral, estar totalmente ocupada cinco dos sete dias da semana vai ser, à parte do trabalho, uma novidade em si mesma. E por isso tenho que vos perguntar - têm dicas, coisas práticas que facilitem estes primeiros tempos? É que gostava muito, por exemplo, de conseguir arranjar-me em quarenta minutos em vez da hora e meia habitual. 

Strangelove #1: Afinal, escolhemos ou não por quem nos apaixonamos?

Faz parte da minha rotina diária visitar um blog de partilha de segredos intitulado Shiuuuu. Sei, até, o dia e o ano em que fui lá parar pela primeira vez: o dia deste post da Cat, um dos pouquíssimos blogs que seguia antes de decidir criar o meu. 2012, portanto. Se não conhecem o Shiuuuu, evitem formar a vossa perceção desse espaço a partir deste segredo antigo. É que, por cada confissão fofinha que nos restaura um bocadinho da esperança na humanindade, há cinquenta de fazer arrancar os cabelos. Ora, nos últimos tempos, tenho reparado especialmente que os segredos sobre relações amorosas são os mais comentados, sendo frequentemente palco de verdadeiras batalhas entre comentadores. Não diria que sou uma pessoa muito impressionável, mas por diversas vezes pensei deixar de visitar o site pela nuvem negra que parece pairar sobre a maioria destes segredos. Assusta-me, por exemplo, perceber que há uma quantidade significativa de pessoas a achar que trair o parceiro é coisa perfeitamente corriqueira e que tal não deve ter peso na felicidade conjugal. Tenho muitas coisas a dizer sobre isso, mas ficará para o próximo post. O de hoje trata de um assunto mais leve, mas que denota a mesma tendência das pessoas para se desresponsabilizarem das suas ações: a ideia de que não temos qualquer poder no que diz respeito à paixão. 


Quando tinha treze ou catorze anos e, na verdade, até aos dezassete, estava sempre apaixonada por alguém. Paixões platónicas, na maioria: o bonitão que andava no nono ano quando eu ainda estava no sexto, o rapaz belga por quem estava sempre a procurar no hotel em que estava hospedada, na Tunísia, o professor de Educação Física que tinha menos de trinta anos, etc. Certa vez escrevi uma carta ao Daniel Radcliffe porque o tinha visto de mãos dadas com a Emma Watson na première de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e aquilo não me estava a parecer nada bem. É claro que tudo isto decorria muito do poder da sugestão: uma criança cresce a ver o Titanic todos os fins de semana e começa a achar que estar apaixonada é o ponto maior da experiência humana, nem interessa bem por quem. E isto só começa a representar algum perigo quando as relações evoluem de platónicas para concretas. Foi aí, num momento em que um namoro me fez temer pela minha segurança física, que percebi que isto não é uma brincadeira e que temos que ter cuidado com as pessoas que escolhemos convidar a participar da nossa vida.


É verdade que raramente conhecemos completamente alguém, que as pessoas mudam de acordo com as experiências e as relações com a passagem do tempo. Ser cuidadoso, atento e inteligente não nos vai poupar a relações falhadas. É claro que vamos, em algum momento, sentir tristeza no contexto de uma relação ou porque esta chegou ao fim, mas ainda assim podemos evitar sofrer estupidamente. E, de certa forma, podemos escolher por quem nos apaixonamos. Não - não  escolhemos o que sentimos por determinada pessoa, mas decidimos se nos colocamos, ou não, numa situação em que os sentimentos possam surgir. Eu posso apaixonar-me por alguém no espaço de um dia, mas se tal acontece é porque tomei a decisão consciente de passar o dia com essa pessoa. Exceto casos em que as circunstâncias forçam duas pessoas a passar muito tempo juntas e a interagir num certo nível de proximidade, a escolha de estar com alguém é a prerrogativa de cada um. 


Parece-me, então, sensato fazer as perguntas importantes numa fase prematura. Regra geral, prefiro ter algum conhecimento prévio da pessoa ainda antes de um primeiro encontro, porque sou bastante tímida e prefiro relegar essa conversa para um plano de comunicação menos pessoal, mas pessoas mais desinibidas podem perfeitamente ter essa conversa numa primeira saída. Sim, pode ser meio estranho perguntar a uma pessoa que mal conhecemos se já traiu uma ex-namorada, mas é um desconforto necessário. Pessoalmente, quando engraço com alguém gosto de saber qual é a sua posição acerca do modelo de relação monogâmico (não devemos assumir que todas as pessoas o são só por ser essa a norma da nossa sociedade), se é sensível às questões do feminismo e se é vegetariano/vegan ou está, pelo menos, alerta para o problema e com vontade de explorar essa possibilidade. Obviamente que cada pessoa terá os seus requisitos - estes são os meus mínimos e só com respostas favoráveis a estas questões pondero, sequer, encontrar-me com a pessoa. Esta comunhão de valores básicos não significa que me irei apaixonar - se não acontecer, tudo bem. Mas, se acontecer, tenho a segurança de me estar a apaixonar por uma pessoa que é semelhante a mim no essencial e sei que, embora as coisas possam correr mal ou terminar num futuro mais ou menos próximo, fiz o que podia para garantir a minha segurança física e emocional.


Há coisas difíceis na vida, mas as relações pessoais não são, para mim, uma delas. Na verdade, parece-me que basta uma dose generosa de discernimento, honestidade e amor-próprio. Não escolhemos o que sentimos, mas escolhemos colocar-nos numa posição que permita descobrir o que sentimos. Pela minha parte, sei que estou a preservar-me de cultivar sentimentos românticos por alguém que um dia me possa dizer que vai assistir a uma corrida de touros, ou que anda na rua a reparar em cada rapariga com quem se cruza, ou que espera que lhe passe a roupa a ferro. E este cuidado não impede que, quando de facto me permito apaixonar, continue a achar que essa é a mais gratificante das experiências humanas.

A roupa, a escravatura moderna e o fair trade

Quase todos temos as nossas palas, algumas potenciadas pela educação num determinado contexto sociocultural, outras mais autoimpostas, operando como uma proteção voluntária contra informação que, uma vez confrontada com honestidade, nos levaria a ter que alterar hábitos que queremos manter. Assim, os carnistas recusam reconhecer que os pressupostos que nos levam a amar alguns animais e a comer outros mais não são que construções culturais, porque não lhes convém aceitar que um porco e um cão são idênticos no essencial. Os machistas recusam-se a reconhecer a humanidade intrínseca no lugar de uma feminilidade objetificada, porque não querem perder privilégios consolidados em milénios de patriarcado. Muitos homens falsamente feministas recusam-se a pensar criticamente sobre os graves problemas da indústria pornográfica, porque o feminismo é muito bonito até interferir nos seus momentos de prazer solitário, obtido sem importar à custa de quê ou de quem. 


Por esta altura, já estarão habituadas a ver-me sair em defesa dos fracos e oprimidos, nomeadamente, os animais e as mulheres. Sou vegan porque é o mínimo que posso fazer pelos animais que não precisam de morrer para nós e sou feminista porque as minhas experiências levaram-me a confrontar o sexismo e a misoginia tecidos nos fios da nossa teia cultural. Mas, como quase todos, tenho as minhas palas, e pela exata razão que referi atrás. É que confrontar os nossos privilégios leva-nos, invariavelmente, a uma de duas situações: ou alteramos a nossa conduta de forma a interromper a nossa conivência com as injustiças ou mantêmo-la e convivemos com o peso de fazermos parte de um sistema de opressão. No meu caso, este sistema é aquele do qual depende grande parte da indústria da moda. Gosto de roupa, expresso-me através dela e, à semelhança de todas as pessoas que conheço, sou cliente da Zara e restantes lojas da cadeia Inditex, da Mango e, ocasionalmente, outras - basicamente, compro onde tenho vontade de comprar, desde que dentro da minha faixa de preço. E, apesar de já não ser novidade para ninguém que estas empresas produzem a maioria das suas roupas, calçado e acessórios em fábricas que operam um género de escravatura moderna (incluíndo trabalho infantil) às quais chamamos sweatshops, sempre afastei essa informação de uma reflexão ponderada. 


Isso, agora, acabou. Fechar propositadamente os olhos à informação é, para mim, a maior das desonestidades intelectuais: prefiro conhecer toda a realidade, mesmo que a tal não se siga imediatamente a alteração da minha conduta. Permitir que o peso da informação permeie a nossa mente, sem nos defendermos dela por forma a mantermos uma boa imagem de nós próprios e para nós próprios, será sempre o primeiro passo, e talvez o mais relevante. Este passo, para mim, foi dado sob a forma da visualização do documentário The True Cost. A realidade não é bonita: pessoas a trabalhar 14h por dia a um ritmo alucinante, intimidadas verbalmente e fisicamente agredidas por supervisores, salários que mal garantem a sobrevivência, crianças de treze e catorze anos submetidas a estas condições de trabalho miseráveis. Sim, o mundo é injusto, mas temos, cada um de nós, a escolha de contribuir para as injustiças - neste caso, uma injustiça criada pela ganância de empresas multimilionárias que querem produzir a maior quantidade de roupa possível no mais curto espaço de tempo, e a nossa ganância, enquanto consumidores, com a nossa vontade de comprar cada vez mais roupa a um preço cada vez mais baixo. À semelhança do narrador de The True Cost, acredito que podemos fazer melhor que isto.


Estou, de momento, a investigar marcas com o selo de fair trade (comércio justo). A minha primeira impressão é a de que não falta oferta, mas os preços são mais altos que aqueles praticados pelas "lojas do costume" (como seria suposto, uma vez que a mão de obra não é sujeita às mesmas condições de trabalho degradantes). Farei uma lista mais detalhada em breve, mas deixo-vos, por ora, com três sugestões muito interessantes:  


ASOS Africa -  Uma coleção produzida no Quénia seguindo as regras do comércio justo. 

ASOS Reclaimed Vintage -  Peças e tecidos achados em armazéns e mercados, que ganham uma nova vida em fábricas no Reino Unido. 

American Apparel - Marca americana, produzida nos EUA e que é, por princípio, sweatshop free.

Curtas #1

Sugerir que uma mulher veste um crop top para exibir o corpo seria tão tontinho quanto afirmar que a mesma mulher usa uma camisola de gola alta para esconder a forma física. A diferença é que a quantidade de pessoas a implicar o primeiro cenário é mato, e eu tenho muita - muita - dificuldade em perceber como tantas cabeças processam a associação entre a roupa que se veste e um pedido de atenção. 

Please be mine #5: Sony Xperia XA



Quem diz que o tempo passa depressa ainda não prestou atenção ao mundo dos smartphones, onde cada ano civil corresponde ao dobro. Ia jurar que comprei o meu -um Sony Xperia E- há uns cinco anos quando, afinal, passaram apenas três. Estou longe de ser uma tech geek. Basicamente, uso os meus eletrónicos até morrerem de velhice - ou até começar a envergonhar-me ligeiramente deles, como é o caso. Quando o comprei parecia-me enorme, com um ecrã tão grande que achava que podia ver filmes. Três anos depois, o mesmo ecrã tem metade do tamanho daquele de qualquer smartphone do mercado. Como é que isto aconteceu? E quando é que, depois de anos de redução sistemática do tamanho destes aparelhos, o lema passou a ser "quanto maior melhor?" 


Pois que, apesar de ser uma miniatura para os padrões atuais, o meu telemóvel é um resistente: espalha-se no chão um mínimo de duas vezes por dia (capa traseira para um lado, bateria para outro), brutalidade que lhe valeu os quatro cantos partidos, bem como a perda das teclas laterais de som e de imagem. O ecrã tem, claro, mais riscos do que consigo contar. Quando também o botão de ligar/desligar se for, será a morte do artista. Parece-me, então, que se aproxima o inevitável: terei que trocar de telemóvel. 


Tenho mês e meio para me decidir, mas já andei a dar umas voltas no site da Fnac. Não olhando para telemóveis há três anos, sinto que acabo de chegar a um admirável mundo novo: parecem-me todos iguais, todos muito mais caros (para onde foram os telemóveis de €150 que, não sendo nenhum portento, serviam bem?) e todos enormes (então mas agora não posso pôr o telemóvel no bolso traseiro das calças? Mas isto é vida?). Tendo como único requisito técnico uma câmara de boa resolução -a partir de 12MP-, parti logo em busca do mais giro. Sou uma pessoa visual, gosto de coisas bonitas, e prefiro um smartphone com um design que me agrade, branco ou colorido, a um preto e aborrecido, mesmo que este último seja superior. Por isso, assim que os meus olhos bateram neste Sony Xperia XA, perdi a vontade de ver outros. Os dois grandes pontos a favor são, para mim, o ecrã sem bordas laterais -que lhe dá um ar super moderno- e a seleção de cores, sendo que o mais desafiante será mesmo escolher entre o lime gold e o rose gold. Espero que entretanto o preço baixe um bocadinho (ou que surja uma mega promoção), que dar €300 por um telemóvel parece-me um  disparate muito grande - especialmente um telemóvel que está destinado a cair dia sim, dia também. 


Alguém tem este fofinho? O que me dizem sobre ele?

Ai.

Isto começou, mais coisa, menos coisa, há ano e meio. Avistei uma rapariga de cabelo cor-de-rosa na rotunda de Entrecampos e pensei: quero. O cabelo, seus malandros. Já tive o cabelo de todas as cores naturais - preto, louro, e, durante uns gloriosos quatro ou cinco dias, o ruivo-laranja mais bonito. Dessa vez, como de todas as vezes em que pintei o cabelo de tons mais claros que o meu, o resultado acabou por ser uma cabeça amarela - saía muito bonito do cabeleireiro, mas depois a coisa descambava. E foi assim que resolvi voltar ao meu castanho natural, de que não desgosto. É, pelo menos, a cor que mais favorece o meu tom de pele. Mas um dia vi aquele cabelo, ficou cá a semente e a ideia germinou. Sim, gostava de o cabelo cor-de-rosa. Não um rosa vivo, mas um rosa-louro, pastel, semelhante ao da primeira imagem. O que me detém é, acima de tudo, não viver numa cidade como Londres ou New York em que a diversidade é imensa e ninguém liga dois centavos à aparência dos outros. E se na maioria dos dias sou bastante indiferente (caramba, vivemos num país em que, às vezes, bastam uns óculos de sol redondos ou uma peça de roupa mais colorida para causar um olhar demorado e um risinho disfarçado), há outros em que não teria paciência para ser a rapariga do cabelo cor-de-rosa. Talvez opte por uma coisa mais subtil (mais ao estilo da imagem do canto inferior direito), que já ninguém me tira esta ideia da cabeça. 



Cool no trabalho

Se tiver que definir a característica que mais valorizo na roupa que escolho, direi que tem que ser cool. Se é verdade que gosto de roupa desde sempre (vá, sempre é um exagero - diria que a partir dos 13-14 anos), também o é que passei por várias fases. Já quis ser gótica, beta e já tive um estilo muito girly (lembram-se de uma fase, não há muito tempo, em que tudo era renda em todas as lojas de todo o mundo?) que hoje acho enfadonho. Deixei de gostar de um visual mais certinho quando conheci o AmberHella. É o único blog de moda que acompanho consistentemente por ter um fator que, para mim, o diferencia dos demais: não ficamos com a sensação de que estamos a ver um editorial de moda, uma coisa super pensada e artificial - estamos a ver uma pessoa que veste a roupa e a torna sua, não uma montra. Isto, juntamente com a saída da fase adolescente, teve um impacto enorme na forma como encaro a roupa. Tenho hoje uma maior noção do que me fica bem e não me farto das peças com tanta facilidade. 


Ora é aborrecido que, sentindo-me mais confiante que nunca na minha segunda pele, tenha esbarrado numa nova dúvida - será que posso usar exatamente as mesmas coisas que uso agora quando começar a trabalhar? Sou uma pessoa inconformada com imposições desnecessárias e esta é mais uma: não reconheço a mínima legitimidade nos dress codes. A competência e o profissionalismo não estão espelhados na roupa que usamos, que, tal como piercings e tatuagens, é tão-só uma forma de expressão individual. Eu gosto da diferença, não da uniformização (os pequenos exércitos de soldadinhos do fato e gravata, que podem ser avistados à hora de almoço em zonas como o Saldanha, povoam os meus pesadelos). Dito isto, uma pessoa precisa de trabalhar para viver, e precisa de se submeter, na medida do aceitável, àquilo que dita o dress code do local de trabalho. O desafio é fazer isto sem anularmos o nosso estilo pessoal, nos casos em que tal é possível. Depois de pensar um bocadinho sobre os do's and don'ts (e acreditem que não foi nada fácil) julgo que consegui apanhar o jeito à coisa e estou confiante de que vou conseguir transportar a essência do meu estilo para um ambiente mais profissional. O segredo está, como sempre, no corte das peças - uma camisa oversized em vez de uma normal e uns jeans cropped no lugar de uns regulares são um bom exemplo de como pequenos detalhes de design alteram totalmente o espírito de uma peça. E sim, estou a atravessar uma pronunciada fixação por mochilas. Não liguem.


Camisa oversize (semelhante) Zara
Jeans cropped Zara

Choker ASOS
Mochila New Look na ASOS
Mules ASOS

Macacão Zara
Mochila Zara
Óculos de Sol Marc by Marc Jacobs na ASOS
Sandálias Stradivarius


Mini-saia Zara
Body Zara
Óculos de sol Hawkers
Mochila Zara
Sandálias Topshop



 Qual o vosso favorito? Como lidaram com o desafio de adaptar o vosso estilo pessoal ao local de trabalho? 

Olha que bela ideia! #2: Good After



A segurança alimentar é uma questão séria e os prazos de validade são uma vertente importante desta preocupação. Numa ida ao supermercado, muitos de nós verificam os prazos nas embalagens, especialmente em alimentos mais rapidamente perecíveis - temos, por exemplo, maior atenção à validade de um iogurte que àquela de um pacote de bolachas, certo? E a verdade é que enquanto certos alimentos apresentam um palpável risco para a saúde caso sejam consumidos fora de prazo, outros continuam seguros. Há uns tempos quis fazer granola pela primeira vez. Tinha-me cruzado com a receita algures na internet e, apesar de já a noite ir avançada, tinha vontade de experimentar naquele momento. Mas, não sendo a maior fã de aveia, não é algo que compre regularmente, e por isso tinha apenas uma embalagem cujo prazo de consumo preferencial tinha expirado há um mês. Quando procurei saber se poderia aproveitar essa embalagem fiquei surpeendida: afinal, a aveia pode apresentar-se boa para consumo até dois anos após o fim do prazo preferencial. Deixei o medo de lado e fiz a granola com a aveia fora do prazo recomendado para consumo, cuja receita podem encontrar aqui no blog. 


Enquanto determinados produtos têm uma data de validade explícita, sendo o prazo precedido pela indicação "consumir até", muitos apresentam apenas a recomendação de "consumir de preferência antes de", ou "best before". Para estes produtos, existe agora a Good After, um supermercado online sediado no Porto e que faz entregas em Portugal e Espanha continentais. Lá encontrarão produtos que se aproximam ou já ultrapassaram a data preferencial de consumo com descontos que vão até 70%. Os produtos dividem-se nas categorias de mercearia, bebidas, saúde e bem-estar, beleza e higiene, casa, auto e jardim, animais, bio e comidas do mundo e o prazo de validade presente na embalagem é apresentado na ficha de cada produto, permitindo ao consumidor fazer uma compra informada. Existem ainda alguns produtos que não têm prazo de validade recomendado ou não estão perto de o ultrapassar, sendo apenas excedentes de stocks que não encontraram lugar nos supermercados convencionais. 


Ainda não fiz uma encomenda, mas acho que vale muito a pena espreitar o sítio online, até porque a logística de envio e entrega me parece muito bem organizada: os produtos serão entregues em 1-2 dias úteis, os portes são baixos e gratuitos em compras superiores a €49 e a encomenda pode ser recebida em casa ou, alternativamente, levantada nos CTT ou loja Worten da vossa preferência. Podem ainda consultar a explicação da Good After acerca dos prazos e data preferencial de consumo aqui.

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