Os vegetarianos são mesmo chatos, não são?

Dirigiram-me uma vez, com a condescendência e assertividade de quem já tinha ponderado o assunto, as sonoras palavras "Nádia, ninguém é perfeito, nem tu". Aquilo surpreendeu-me porque nunca tinha pensado sobre mim naqueles termos. É verdade que gosto de fazer as coisas o melhor que as minhas capacidades permitirem, mas nunca tendo por objetivo qualquer ideia de perfeição. Quero com isto dizer que esse reparo, feito com o tom próprio de quem andava a remoer aquilo há algum tempo, disse muito mais sobre a pessoa que o fez do que sobre mim. Ela via-me a uma determinada luz e, porventura devido a alguma insegurança da sua parte, sentiu a necessidade de nivelar as coisas à sua maneira. Ora o mesmo acontece, parece-me, com aquelas pessoas que adoram ridicularizar os vegetarianos e o veganismo. Quase não preciso dizer que isto não se aplica a todos os não-vegetarianos, mas sim àquelas pessoas mázinhas, mesquinhas e outras coisas acabadas em inhas que se revelam imediatamente ao som das palavras "não como carne". 


Grande parte da raiva face aos vegetarianos vem da conceção de que nos achamos superiores. E não é preciso pensar muito para perceber que isso é diametralmente oposto à verdade: é por sabermos que não somos superiores aos restantes animais que não nos achamos no direito de nos alimentarmos dos seus corpos. Diz-se também que os vegetarianos são chatos, sempre a tentar impor a sua visão do mundo aos outros. É certo que existem, inclusive em Portugal, pessoas que vão gritar para dentro do McDonald's - e esses dão-me asco, mas duvido que todos os que adoram ridicularizar os vegetarianos se tenham cruzado com um desses exemplares. A realidade é que a grande maioria dos vegetarianos não anda por aí a tentar evangelizar as pessoas com quem se cruza, e grande parte das vezes temos até algum receio que o assunto venha à baila, porque nos falta paciência para ouvir os mesmos disparates pela milésima vez. Juro que muitas vezes o intervalo de tempo entre olharem para o nosso tabuleiro de almoço e dispararem pérolas como "as plantas também sofrem", "não comes animais mas vestes roupa feita na China" ou "os animais também se comem uns aos outros" é inferior a trinta segundos. E é aborrecido, porque eu, pessoalmente, só quero desfrutar da minha refeição. Quem é, então, o chato? E não terá esta atitude origem num qualquer dilema interior, alguma coisa que está a pedir para ser refletida enquanto a pessoa, um agente livre e pensante, se recusa a tal?


Tenho uma mente muito gráfica que sempre me trouxe desconfortos desnecessários, mas que foi bastante útil nesta situação: basta-me pensar no horror que sentirá um animal saudável ao entrar no matadouro pressentindo o que lhe irá acontecer para ter a certeza de que, pelo menos, nunca voltarei a comer carne. Como bónus, sinto-me mais saudável e passei a gostar genuinamente de comida, o que era impensável antes da mudança. Mas ser ou não vegetariano é uma escolha importante, e o problema daqueles que atacam o veganismo decorre de nunca terem dado a si próprios o poder da escolha. Há uma diferença abismal entre, por um lado, procurarmos conhecer os factos livres de preconceitos, dizendo para nós próprios que o caminho a seguir está absolutamente em aberto e dependerá das conclusões a que chegarmos com a informação que recolhermos, e construirmos os nossos argumentos somente sobre a vontade que temos de continuar a comer carne, por outro. É esta a atitude que está na base da inclinação passivo-agressiva que culmina na brilhante tirada "as plantas também sofrem".



57 comentários

  1. As pessoas gostam só de criticar tudo. Eu acho ótimo quem é vegetariano, pena eu ainda não ter tido a força necessária para me tornar vegetariana também.

    ResponderEliminar
  2. Como já terás percebido não sou vegetariana e não tenho pretensões de o ser. Gostava, isso sim, de reduzir o consumo da carne/peixe/derivados ao mínimo, porque tenho consciência que consumo mais do que o necessário (tal como a maioria das pessoas). A leitura que faço do nosso consumo de carne é diferente dos vegetarianos. Não creio que seja necessário deixarmos de a consumir (a não ser que queiramos mesmo), mas devíamos fazer um esforço por reduzir o seu consumo ao mínimo. E tentar que a sua produção deixe de ser exagerada, deixe de criar excedentes e desperdício e que consequentemente as condições de criação dos animais se alterem. O que eu não suporto é este "sistema" em que não só consumimos mais do que precisamos, como ainda criamos mais do que aquilo que consumimos - e, portanto, é exagerado em todos os sentidos. Em que os animais continuam a morrer por nenhuma razão - para acabarem no lixo ou apenas para satisfazer os nossos maus hábitos e gula. Tenho esperança que os hábitos de consumo se venham a alterar e que, por conseguinte, a produção também. Talvez esta interpretação não faça sentido para ti, talvez penses que não é suficiente, mas considero que já seria um gigante passo :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não se trata de não fazer sentido, são apenas visões diferentes. É claro que reconheço as vantagens que poderiam advir de uma redução do consumo, principalmente ao nível do meio ambiente. Qualquer alteração é positiva. Mas o foco da minha preocupação é outro: não concordaria com o consumo de carne mesmo que um único animal fosse morto para consumo.

      Eliminar
  3. No que toca ao vegetarianismo, não comento nada porque a Ana S. já disse tudo o que eu poderia dizer - talvez até melhor. Partilho exactamente da mesma opinião e objectivos que ela, até porque acho que se a criação dos animais e a sua morte for digna, confesso que não me "aterroriza" tanto - afinal de contas, o ser humano caça desde o seu surgimento na Terra. Não é preciso é transformar seres vivos em produto de carnificina...

    No que toca à visão sobre o vegetarianismo e aos olhares de lado, percebo o que dizes! Nunca tive esse tipo de problemas - cada um é livre de decidir e, caramba, se eu gosto de carne, de certeza que há quem não goste/não tolere a ideia. Tudo bem! Tenho bastantes amigos vegetarianos e nunca nenhum me tentou "arrastar"!

    Jiji

    * GIVEAWAY - Ganha um Colar + Pulseira + 3 anéis da Coolares *

    ResponderEliminar
  4. Claro que todos os vegetarianos não são assim mas..os que conheço são parecidos com essa descrição que fizeste... Eu não gosto nada que me estejam sempre a dizer que comer carne faz mal ou que os animais sofrem; Se for preciso eu como comida vegetariana, não tenho problemas com isso, só não gosto muito que digam sempre a mesma coisa. Mas Vegan já acho uma estupidez completa.

    A Cerejinha ♥ Look and my Birthday

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ana, ser vegan é apenas ser coerente. Se uma pessoa é vegetariana porque não concorda com a matança de animais para consumo humano, faz sentido também não consumir laticínios nem usar artigos de pele, uma vez que são produtos da mesma indústria. Por enquanto não sou vegan, mas em termos de coerência bate o vegetarianismo aos pontos :)

      Eliminar
  5. A ideia que tentamos colocar a nossa ideologia nos outros, é algo um pouco hipócrita...já que 95% dos anúncios que publicitam comida, são os que tentam promover o consumo de carne. Por isso, se há uma indústria que realmente tenta incutir na sociedade o que devemos comer, é a da carne, que domina completamente o mercado, não a do vegetarianismo. No dia em que aparecer um anúncio Vegan na televisão avisem-me :)
    Considero que quem come carne, ainda não tirou umas horas do seu dia para pesquisar a sério o que se passa na indústria animal e ainda não acordou para a realidade que envolve fazer o leite que bebem de manhã ou o bife que comem no final do dia. Não basta dizer "eu sei que eles sofrem",é preciso educar-se sobre o assunto. :)


    http://nuancesbyritadias.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exato... e a batelada de anúncios sobre quão bem faz o leite, não é a imposição de uma ideologia? Eu até acho que quem toma a decisão de comer carne deveria ver pelo menos um documentário sobre o assunto. Temos a obrigação de saber para o que é que estamos a contribuir. Só estando informados podemos dizer que fizemos uma escolha :)

      Eliminar
  6. Qualquer pessoa que tente impor as suas ideologias aos outros é chata. Eu consumo carne porque gosto. Percebo o fundamente do vegetarianismo e do veganismo, acho tremendamente corrector, mas a minha opção é comer carne. E como não quero que ninguém me acuse por comer carne também não acuso ninguém por comerem o que querem.
    Se na vida fossemos acusar e recriminar todos os comportamentos que não concordamos iria ser uma vida muito triste.

    ResponderEliminar
  7. Não sou vegetariana, mas admiro quem é. Sinceramente. Eu já assim tenho dificuldade em manter uma alimentação saudável, porque odeio mesmo muito ter que ir para a cozinha e só de pensar em ter que arranjar substitutos para grande parte das coisas que como... não, ser vegetariano não é para mim. Mas se o és, só tens é que te orgulhar e continuar a defender aquilo em que acreditas. Ignorar os outros é, 99% das vezes, a coisa certa a fazer (=

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Saber o que comer pode ser difícil ao início para quem cresceu com uma alimentação à base de carne e peixe (o que à partida não deveria ser, pois a base de qualquer regime deveria ser fruta e legumes). Passado algum tempo, e tendo começado a cozinhar a minha comida, comecei a ter uma alimentação muito mais variada que antes de ser vegetariana. Beijinhos =)

      Eliminar
  8. Eu quero deixar de comer carne e o motivo passa mesmo pelo peso na consciência de saber o que os bichinhos passam para que os possamos ter à mesa.
    Quando era pequena, via, muitas vezes, a minha mãe a matar galinhas e coelhos e os meus tios a matar porcos e aquilo é agoniante. Na altura, não ligava muito a isso. É uma coisa recente e essas memórias vêm ao de cima aterrorizar-me.
    Espero conseguir ir em frente com a ideia. Estou a um telefonema, ainda hoje, de começar a tratar do assunto com um nutricionista. Quero uma reviravolta na minha alimentação. Até o meu sistema imunitário já se queixa do quão mal eu como. E, como se não bastasse, estou em processo de tratamento de uma depressão e, quando li alguém a dizer que a carne tinha efeito nesse campo, acho que foi quando fiquei convencida a 100%. Esperemos pelos próximos episódios. :)
    Quanto a quem é chato: Não vejo mesmo a necessidade de chatear quem escolhe não comer carne. Não estão a magoar ninguém. Estão na deles, com a sua escolha. Para quê criticar?
    Sempre que vejo vegetarianos e vegans a defender as suas ideias é só isso, só os vejo a defender, quando o que os não o são estão logo prontos a atacar. Enfim... O ser humano é triste! É sempre essa a minha conclusão. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. (Tenho de começar a ler melhor o que escrevo!!!)

      Eliminar
    2. É horrível, sim. Está ali um animal, muitas vezes um mamífero semelhante a nós em tantas coisas, que está a sofrer e terrivelmente assustado (uma matança de porco, então, é um filme de terror). Em relação a quem é chato, desiludi-me com muitas pessoas. É verdadeiramente mesquinho tentar rebaixar quem está a tentar fazer o menor mal possível.

      Força nisso, K! Consulta um nutricionista, e cuidado que alguns conseguem ser tão preconceituosos neste tema como qualquer outra pessoa. Tenho a certeza de que te irá ser benéfico em todos os sentidos!

      Eliminar
  9. Há muitos moralistas por aí à solta. Ninguém tem nada a ver com o que os outros comem, e quem fala de vegetarianos fala também de pessoas obesas. É certo que ver um obeso a comer fast food ou gelados ou qualquer alimento que lhe faça mal quando já está num estado pouco saudável não é agradável, mas somos todos pessoas adultas, e quem o faz está com certeza informado do mal que está a fazer à sua saúde, não precisa de lições de moral de desconhecidos. Quanto aos vegetarianos, já conheci alguns e nunca fui chateada para mudar a minha alimentação, cada um come o que lhe apetece e ninguém faz comentários e é assim que deve ser. Até porque há pratos vegetarianos mesmo muito bons! Não conseguiria ser exclusivamente vegetariana, mas já provei vários pratos e fiquei extremamente agradada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. São situações diferentes, ainda assim. Quem é obeso tem um problema de saúde e deve ser incentivado a melhorar (nunca atacando e criticando, mas ajudando), quem é vegetariano está apenas a tentar fazer o bem, ou fazer menos mal. Há zero motivos para contestar.

      Eliminar
    2. Pensei em não comentar nada sobre este post da Nádia até porque é uma opinião dela que concordo, em parte, mas noutra parte não concordo, divergência de opiniões nada de mais. Agora, a Madalena comparar vegetarianos com obesos é uma coisa a que eu chamo de ridícula. O resto que diz está correto, assemelha-se ao que eu penso também, ninguém tem nada haver com o que cada um come e o que faz com a sua saúde. Mas aquela palavra "obesas" fez-me comichão, não só por ser uma também, mas por o contexto em si que não faz qualquer sentido.
      Um obeso não o é porque lhe apetece, porque é guloso e por isso enfarda até rebentar. Um obeso é uma pessoa que tem, não só a infelicidade de ter um metabolismo desorganizado, mas principalmente, tem uma história por trás que o levou àquela condição. Se perguntarem a um obeso se ele o gosta de ser, por muito que até se sinta bem na sua própria pele, na verdade (e se for honesto) ele dirá que não. Comer todos gostamos de comer, mas há quem coma para compensar dores profundas, inimagináveis, insuportáveis, e é esse o fio condutor de um obeso, a sua constante compensação pela descompensação em que foi/vai vivendo. Um vegetariano escolhe sê-lo, um obeso não escolhe, sujeita-se.
      Portanto, isto para dizer que me irrita severamente quando alguém mistura alhos com bugalhos, inclusive quando vê um gordo/obeso a comer um doce ou fast food ou whatever. Neste momento tenho uma vida saudável em termos alimentares, estou a mudar aquilo que posso mudar no meu corpo, ainda não saí do parâmetro da obesidade mas não é por isso que deixo de fazer/comer/comprar doces ou comidas mais calóricas de vez em quando, Deus me livre viver aprisionada nos olhares dos outros! É que um obeso também é isto, viver anos e anos enclausurado não só nas suas próprias dores e no conforto que a comida lhe vai dando, mas também nos olhares inquisidores dos outros, daqueles que não percebem nem sabem nada, que acham que um gordo é gordo porque quer.
      O ser vegetariano é uma escolha Madalena, ser obeso é uma merda bem diferente, mais dura, sem escolha.
      E fico-me por aqui.

      Eliminar
  10. Encontro-me neste momento numa fase de transição. Tendo vindo a deixar de comer carne e os derivados como leite de vaca e ovos já são algo no qual não toco há algum tempo. De vez em quando ainda vou tendo umas recaídas mas estou a tratar disso!
    O teu texto fez todo o sentido para mim! "Somos" julgados com base num grupo de pessoas mais "radicais" para além de como referiste no texto sermos também julgados porque pura e simplesmente não queremos comer produtos animais (afinal, nos não nos estamos a meter com ninguém so estamos a tentar comer em paz XD).
    Uma salva de palmas para o teu texto!

    Days of Blues

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que as recaídas são normais, principalmente no início. O paladar está habituado a certos sabores e leva tempo a adotar outros. Mas é muito recompensador :)

      Obrigada <3

      Eliminar
  11. Não sou vegetariana mas reduzi drasticamente o consumo de carne e tenho uma grande amiga minha que o é e sinceramente entendo bem o teu ponto de vista!

    ResponderEliminar
  12. Eu gostava de ser vegetariana, mas amo carne :o

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahah, entendo o teu dilema. Aliás, ser vegetariano não é equivalente a não gostar do sabor da carne. Espreita, se tiveres interesse, uma marca de produtos alimentares chamada O Talho Vegetariano.

      Eliminar
  13. Gostei muito de ler o teu post, entendo o teu ponto de vista e acima de tudo respeito. Não te critico, nem a ti nem a ninguém. Cada um é livre para fazer as escolhas que entender e só resta respeitar, sem ter de ouvir constantemente criticas, seja de que lado for.
    Eu gosto de carne e muito de peixe mas respeito quem assim não entende, simples ;).
    Beijinhos.

    misscokette.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  14. Tornar-me vegetariana é um dos meus objectivos a médio prazo. Qualquer mudança, no meu caso, tem de ser feita com calma. Já deixei de comer carnes vermelhas, e sinto-me muito melhor. A seu tempo, deixarei o peixe e o frango. Quanto ao facto de as pessoas dizerem isto ou aquilo, o mesmo acontece relativamente a outras filosofias de vida. Desde que me tornei Reikiana e que adoptei uma postura diferente na vida, também oiço comentários menos agradáveis, do género: "Vai mas é meditar" ou "vê lá se pedes ao Universo para acabar com a guerra no mundo", isto dito num tom sarcástico. Acho que o problema da sociedade em geral é não saber lidar nem respeitar quem opta por um caminho diferente, quem não segue os 'padrões' e os comportamentos da maioria. Vai ser sempre assim. Como eu costumo dizer: o melhor é respirar três vezes e seguir adiante!

    ResponderEliminar
  15. Percebo o ponto de vista de quem é vegetariano mas, como dizes acima num comentário, é pouco coerente comparativamente a quem é vegan. Digo isto porque já tive muito contacto com a indústria de produção animal e, de longe, que os bichos que vivem em maior sofrimento são as vacas produtoras de leite e as galinhas de produção de ovos. São os que vivem mais tempo e que são mais explorados. De resto, no caso dos animais para consumo direto, tudo depende do tipo de produção, se é industrial ou pequenos produtores, ao ar livre ou não e por aí fora.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não tenho uma visão bem-estarista (i.e. se o bem-estar durante o processo de produção animal for garantido, a criação para consumo é aceitável), por isso apesar de reconhecer as vantagens de uma criação ao ar livre, sou mesmo contra o abate de animais para consumo humano, independentemente da sua forma. E sim, as indústrias do leite, da pele e dos ovos fazem parte do grande sistema de exploração animal, e são horrendas. Mas lá está, não é por ainda não ser vegan que deixarei de ser vegetariana, porque todas as ações contam e será sempre melhor fazer pouco do que não fazer nada.

      Eliminar
  16. Acho muito triste que as pessoas estejam sempre a criticar tudo e todos... Quem me dera a mim ter a força para ser vegetariana... Há uma youtuber que eu gosto muito (simply_kenna) que aborda imenso estes temas de ser vegetariana e budista e chovem-lhe criticas em cima, é muito triste ver que as pessoas que mais se esforçam para tentar ser cada vez melhores são as que mais são criticadas...

    ResponderEliminar
  17. já és a terceira blogger no espaço de uma semana a falar disso... será que impingir o vegetarianism? Eu adoro comida vegetariana (ainda hoje jantei tofu lol) mas como profissional de saude nao posso aconselhar de todo esta prática... nem eu o faço porque tudo é necessário.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahah, como é óbvio eu não conheço todos os blogs, por isso não faço ideia de quem falou sobre isto esta semana. Será partilhar uma receita com carne impingir o não-vegetarianismo? Quanto a tudo ser necessário, desculpa que te diga mas nem sempre os profissionais de saúde estão livres de preconceito. Bastou informar-me para perceber que todos os nutrientes, vitaminas e minerais presentes na carne e no peixe existem também noutros alimentos, alguns em maior quantidade. A exceção é vitamina B12, mas resolve-se facilmente :)

      Eliminar
  18. Cada vez gosto menos de carne, mas não sou vegetariana. Não sou porque não gosto de restrições. Acredito que se quisesse conseguiria ser vegetariana e livre de preconceito. Mas acima de tudo acredito que cada um deve fazer o que é melhor para si próprio, é que opiniões há muitas.
    Beijinhos.
    Joelsy, do blog Giulietta

    ResponderEliminar
  19. Não o sou mas cada vez mais me esforço para comer menos carne. E pelo menos leite de vaca já excluí por completo. Mas lá está, se queremos dar esse passo é possível, e cada um sabe de si! Concordo com a tua visão, espero um dia ter essa força para abandonar por completo a carne! Até lá ficarei atenta às tuas receitas por aqui :P
    beijinhos
    The Fancy Cats

    ResponderEliminar
  20. Eu sou vegetariana e gostei muito do post. Nunca gostei de comer carne e por isso só alimentava-me de "frango". No entanto, decidi mesmo eliminar da minha alimentação todo o tipo de carnes.
    E hoje, faço uma refeição muito mais equilibrada cheia de protaínas e vegetais. Além disso como o dobro, porque já não existe aquele "nojo" e pena quando comia. E mesmo com uma alimentação vegetariana aumentei o meu peso! E o meu nutricionista ficou super orgulhoso.
    O facto de ser vegetariana depende de muitas coisas. Não é apenas a industria alimentar, há também produtos de cosméticos entre outros que se deixa de consumir.
    Beijinhos *.*

    http://diaryofalittlebee.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tal como tu, também nunca gostei particularmente de carne. Para além da gordura e do nervo da carne me darem vómitos (literalmente, bastava comer por engano um bocadinho de gordura para ficar com vontade de vomitar), nunca achei muita graça àquilo de ter que mastigar um alimento durante uma eternidade... não sei, nunca me pareceu muito natural. Também comecei por passar para o frango e peru, mas pouco tempo depois eliminei a carne totalmente. Acabaram-se os nojos (nojo com carne, nojo com a nata do leite de vaca, nojo com a manteiga) e passei a ter uma alimentação muito mais saudável. O grande bónus é ter agora um enorme prazer em comer e cozinhar, coisa que antes parecia impossível. Temos experiências muito parecidas, portanto. E ainda bem que encontraste um nutricionista aparentemente nada preconceituoso em relação ao vegetarianismo! :)

      Eliminar
  21. (Nao exactamente um comentário ao teu post, mas relacionado:) já provaste os hamburgers vegan do Vegana Burgers, no Saldanha Residence? São deliciosos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já entrei no Saldanha Residence (assim meio ao acaso, não sabia que que existia ali um centro comercial) mas por acaso nem dei por esse restaurante. Vou mesmo experimentar. Obrigada :))

      Eliminar
  22. Não sou vegetariana, mas não como carnes vermelhas, e cada vez menos como carne. Há dias comi carne de porco por engano, e passei a noite mal e inchada, fiquei logo maldisposta.
    Não passo sem comer legumes ao almoço e jantar, fica sempre a faltar algo. Uma vez perguntaram-me se era vegetariana por ter dito que não como carne, mas como peixe.
    Preconceitos das pessoas há sempre, mas lá está, cada um é que sabe de si e das suas escolhas, não tem que estar a dizer isto ou aquilo por seres vegetariana.
    Beijinhos*

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que as pessoas estão agora a acordar para os malefícios da carne, principalmente das carnes vermelhas. Não nos fazem nada bem, como mostras com o caso que relatas. Beijinhos =)

      Eliminar
  23. Uma vez tentei ser vegetariano mas a coisa correu mal. De facto é fundamental muita informação sobre o vegetarianismo, caso contrário não ingerimos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Decerto Jorge, é fundamental muita informação qualquer que seja o nosso regime alimentar. O mais comum é que os vegetarianos passem a ter uma alimentação muito mais saudável com a mudança do que o contrário. Seguir o regime "tradicional" (não encontro termo melhor) não é garantia de que se está a ingerir todos os nutrientes necessários.

      Eliminar
  24. Eu tenho um raciocínio mais prático no que toca à "orientação gastronómica". Quantos mais vegetarianos existirem, mais carnuxa sobra para mim. E que me respeitem como eu os respeito.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caramba, acho essa tirada do "mais sobra para mim" tão descabida quanto as acusações de sofrimento das plantas .

      Eliminar
  25. Gostei Nádia...muito! Este tema é muito sensível para mim!
    Parabéns pelo post!
    Beijinhos
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  26. Eu não sou vegetariana e penso que não tenho força suficiente para algum dia vir a ser, mas ontem tive quase vontade de o ser depois de um vizinho nos dar um peixe bem grande que pescou no rio e ter que o deixar morrer na bancada da cozinha. Durante umas horas não quis ir até lá com o medo e o horror de ver o coitado a sofrer :(
    Beijinho

    http://fashionunderconstruction.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que o normal é precisamente isso, sentir empatia por um ser que está a sofrer... o contrário assusta-me muito.

      Eliminar
  27. cá para mim cada um come o que quer e pronto ;)

    ResponderEliminar
  28. Principalmente devido à minha idade, ainda não é um assunto que tenha explorado muito (e se tomar a decisão de deixar de comer carne, será a partir dos 18), isto é, ainda não consigo ter uma opinião muito definida, nem contra, nem a favor.
    No entanto, da mesma maneira que acho desnecessário uma pessoa andar constantemente a impingir aos outros para comer carne (no sentido de dizer que "é errado" não comer e tens de comer), também não gosto nada daqueles vídeos da freelee banana a difamar outros youtubers simplesmente por não serem vegetarianos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bom, qualquer vegetariano/vegan deseja que cada vez mais pessoas adotem o estilo de vida. É importante que uma única pessoa deixe de comer carne, mas só muitas pessoas juntas podem fazer realmente a diferença. Há é maneiras e maneiras de passar a informação, e a da Freelee não é a mais correta, porque é agressiva e coloca as pessoas na defensiva. Sigo-a, vejo os vídeos e sei que muita gente se tornou já vegetariana incentivada pelo canal dela, mas não há MESMO justificação para aquela abordagem.

      Eliminar
  29. *correção: por não serem vegans (peço desculpa pela confusão)

    ResponderEliminar
  30. Não critico nem incentivo, acho que a escolha e os motivos da escolha são de cada um. Também já fui vegetariana e crudivorista durante duas semanas, mas não consegui passar ao definitivo. Olharam-me de lado durante esse tempo e diziam que era maluca, que as proteinas fazem falta ao organismo e mimimi. Não foi por nada disso, simplesmente não consegui. Respeito profundamente as escolhas de cada um. Desde que se sintam bem, porquê critivar?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah, a proteína, claro. Chateia que as pessoas usem a Internet para tudo e mais alguma coisa mas depois não consigam fazer uma pesquisa de trinta segundos por fontes de proteína. Descobriam logo que há proteína nas ervilhas, na couve, nos bróculos, nos cogumelos...

      Eliminar
  31. Gostei muito do texto!
    Não sou vegetariana, mas para lá caminho xD estou, gradualmente, a deixar de lado a carne (como no máximo 2 refeições por semana de carne) e de resto é tudo à base de legumes, tofu e outros alimentos dos quais o nosso organismo recebe vitaminas e protaína.
    Quando disse a alguns amigos/colegas que estava a reduzir o consumo de carne acharam logo que eu era maluca. Mas se eu me sinto melhor assim, não tenho de ligar ao que os outros dizem, a opinião deles não contribui minimamente para a minha felicidade, é assim que penso :)

    http://glamourandsparkletrends.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  32. Querida Nádia, grito ao mundo que sou 90% vegan, so n o sou na rua pq em portugal é impossivel, fiz análises há um mês e está tudo OTIMO, saudavel mais q nc. Somos chatos? Superiores? Isso afecta-te? N deixes nc que te afecte. E sabes pq? Pq dos fracos n reza a história. "Ai não sou eu que os mato", "não tens as vitaminas e proteínas todas".. E o pior? É n ser 100% vegan, como se isso sim fosse crime, ser SÓ vegetariana. Eu sou intolerante à lactose,eu já não como nada d origem animal, só um queijo numa pizza na rua p exemplo e MT raro NADA mais. E consumo ovos de uma quinta d galinhas ao ar livre e só, mas mm assim sou incoerente. As pessoas batem é mal Nádia. Nc conheci nenhum vegan ou vegetariano estilo testemunha de jeová, aliás, ao meu lado podem comer o q quiserem. os "carnivoros" já o são qd apontam q ainda temos coisas de pele em casa e etc... Pq claro, há sp q encontrar um defeito ou algo a apontar. Há q falar mais nisto de forma aberta!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu comecei a deixar de comer carne aos 17/18 anos e na altura custou-me muito ver tantas pessoas próximas a serem maldosas e pequeninas. Entre a história das vitaminas e nutrientes (mas as pessoas acham que ter a alimentação tradicional é garantia automática de ter todos os nutrientes? Como é que alguém que só come carne, peixe, arroz, massa e nenhuns legumes tem todos os nutrientes?) e a da incoerência há muita mesquinhez. Porque quem nos passa à lupa à procura de todas as falhas não está preocupado com os animais, está só a tentar justificar não fazer nada com a nossa "incoerência", ou então está à procura de provas de que não somos perfeitos, como se fosse essa a razão para o que fazemos! Será que usar pasta-de-dentes de uma marca que ainda testa em animais invalida o resto que tento fazer? Pensar desta forma beneficia quem, mesmo?

      Eliminar
  33. Uma pessoa ausenta-se umas semanas e quando regressa aqui ao teu espaço, precisa de uma colher de sopa para devorar todos estes posts carregados de interesse e acumulados até à prateleira. Como se isso não bastasse encara logo com uma análise à própria consciência que é para aprender a começar a ser um "gajo" mais assíduo aqui do teu espaço.

    Brincadeiras à parte, pessoalmente gosto destas discussões em volta de temas que ainda geram umas cócegas a uma larga maioria dos portugueses.

    De facto, a relação entre o ser humano e o animal sempre foi algo controversa. Desde a sua utilização em vestuário, alimentação, na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos ou até mesmo no teste de produtos de higiene e cosmética. Haverão sempre interesses bilionários e motivos perversos, veja-se o caso da indústria do leite animal-exemplo mais que esbatido. Do mesmo modo existirão sempre casos isolados caracterizados por crimes hediondos sobre animais, que serão explorados pela sociedade vegan e vegetariana. Hoje em dia existem normas de higiene e segurança estipuladas que pretendem diminuir da melhor maneira o sofrimento do animal, e que devem ser seguidas à risca pela indústria de criação animal para consumo. Eu sei que este palavreado é muito bonito e que no final é o animal que acaba morto, e para a população vegan e vegetariana é esse o cerne da questão.

    Faço aqui o meu ato de contrição. Seja frango, peru, vaca, coelho, porco eu adoro carne. (Já estou a imaginar-te neste preciso momento a hiperventilar e com um expressão facial muito semelhante à que apresentaste ao marmanjo da carrinha branca :P ).

    Sei que estou a ser moralmente hipócrita quando defendo os direitos dos animais e por outro lado esteja a “matar” um animal para consumo próprio, quando já está mais que provado que o ser humano não necessita de carne para sobreviver saudavelmente. Desenvencilhar-nos de raízes gastronómicas é sempre uma tarefa árdua, principalmente quando fomos criados segundo uma dieta preestabelecida nacionalmente. Não que sirva de desculpa, mas para além disso trata-se de uma decisão pessoal baseada num prisma de prioridades e de consciencialização sobre a temática. Talvez quando começar a cozinhar a minha própria comida me aventure ocasionalmente por estes caminhos, e no fim possa contemplar um prato como se fosse uma tela onde tenha tropeçado no balde da cor verde. x)

    Tenho amigos que são vegan e quando almoço com eles obviamente não profiro as fatais palavras: “As plantas também têm sentimentos!”, assim como eles não dizem : “Que tal sabem esses restos de músculos de um cadáver?”. Como disse anteriormente trata-se de respeito e cidadania. Para além de que não é lá muito encorajador entrar em discussão com pessoas que são capazes, melhor que ninguém, de enumerar os ingredientes de A a Z que contêm a proteína X e a vitamina Y – qual catálogo qual quê .

    Por tudo isto, mais do que um regime alimentar ser vegan ou vegetariano é um estilo de vida demasiado altruísta, e eu não sou assim tão perfeito Nádia :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já estava a estranhar a tua ausência, pá!

      Sim, nos nossos dias ser vegetariano ou vegan é um ato de altruísmo (pelo menos ao princípio porque depois passa a ser um prazer, tanto pelo nosso bem-estar físico quanto pelos animais), mas um dia será a única opção. Aconselho-te o documentário Cowspiracy, que mostra bem o que a indústria de produção animal está a fazer ao planeta.

      Não é crime gostar do sabor da carne, João! Se seguimos um estilo de alimentação desde pequenos, é natural que gostemos. Ser vegetariano ou vegan não tem, na maioria dos casos, nada que ver com não gostar dos produtos de origem animal - é uma decisão ética. Eu, por exemplo, já nem vejo a carne enquanto comida e não bebo leite de vaca há anos, mas não comer queijo implica força de vontade. No entanto, hoje já existem opções cujo sabor é IGUAL ao da carne. Há uma loja chamada O Talho Vegetariano, comercializada em Portugal, que faz frango e atum cujo sabor, aparência e textura não consegues distinguir dos reais. Hei-de fazer um post sobre isso, é mesmo impressionante :)

      Eu acho que o grau de comprometimento com o veganismo vem do grau de informação e de contacto contínuo com essas fontes de informação. Por mim falo, que há uns meses estava a vacilar (sapatos de pele, queijo e ovos, etc.) e bastou-me voltar a ter contacto com a informação para decidir passar de vegetariana a vegan. Porque na verdade, por mais voltas que se dê - e eu, nessa altura de maior afastamento, tentei dar todas as voltas para justificar a mim própria o que estava a fazer - não há nenhum argumento válido para tirar a vida a um animal para comer. Fazemo-lo porque podemos, apenas. Não sei se conheces um documentário chamado Earthlings, mas aconselho vivamente. Acho obrigatório sabermos para o que estamos a contribuir.

      Beijinhos!

      Eliminar

© Kill Your Barbies. Design by Fearne.