My Fit Self Challenge #4: High Carb, Low Fat



Quando comecei o My Fit Self Challenge, estava longe de planear mudar radicalmente a minha alimentação. Com uma ou duas exceções, já cumpria a maioria das recomendações e achava que a principal alteração seria o exercício físico. Mas no início do mês descobri, acidentalmente, o canal da Freelee. Até aí, estava acomodada na minha dieta vegetariana e tinha vindo a vacilar em relação ao veganismo - consumia ovos e queijo diariamente, comprava sapatos de pele com a maior naturalidade, etc. - e os vídeos dela fizeram-me voltar a acordar. Em relação ao seu estilo de alimentação, fiquei baralhada. Como é possível uma pessoa magrinha comer dez bananas ao pequeno almoço e 1kg de esparguete ao jantar? Achei curioso, mas também pouco apelativo. Dias depois, fui parar a um canal mais pequeno mas muito mais inspirador ao nível da alimentação. O Mango Island Mamma é o canal da Ellen Fisher, que vive no Maui -o paraíso- com o marido e dois filhos, ambos veganos desde o nascimento. Alimentam-se, os quatro, maioritariamente de fruta e vegetais crus, fazendo ocasionalmente uma refeição cozinhada. Todos visivelmente saudáveis, pessoas vibrantes e descontraídas. Fiquei motivada, mas percebi que uma dieta crua não funcionaria em Portugal (principalmente no inverno) e continuei a descobrir canais semelhantes até ver que todos tinham uma coisa em comum: a mesma dieta alta em hidratos de carbono (provenientes maioritariamente da fruta, mas não só) e baixa em gordura e sal.


Ainda estou a educar-me sobre o tema, mas a base de uma dieta high carb, low fat (HCLF) é a sua abordagem aos hidratos de carbono. Ao contrário da ideia geral, os carbohidratos não são o inimigo. A fruta, os vegetais, feijões, grãos completos, esparguete e batatas são os carbohidratos complexos, calorias limpas. Já os carbohidratos simples, como o pão branco e o açúcar refinado são calorias vazias e indesejáveis. Indesejável é também a comida processada e todos os produtos de origem animal - o HCLF é uma dieta intrinsecamente vegana. Há uma razão óbvia para que assim seja: os humanos têm o sistema digestivo longo dos herbívoros. Enquanto um animal carnívoro, com o seu trato digestivo curto, consegue eliminar rapidamente a carne, os humanos ficam com essa comida no sistema digestivo durante dois ou três dias, o que significa que ao comermos fruta esta vai fermentar, dificultando a digestão. O outro pilar do HCLF está na restrição de calorias: não há, podemos comer quanta fruta e legumes quisermos. Posso mais tarde fazer um post mais completo sobre a parte nutricional da coisa, mas estes são os meus conselhos práticos para quem quiser tentar este modo de alimentação (e vale mesmo a pena tentar):


- Quantidade: Esqueçam as técnicas para comer menos. Aqui, o volume habitual não vai chegar. Precisamos de calorias e de hidratos de carbono, e uma salada pequena com alface e cenoura não chega. HCLF é sinónimo de abundância; 


- Ao início, é normal estranhar. Estamos habituados a uma dieta muito condimentada, com muito azeite, sal, alho, cebola, etc. Precisamos de tempo para começar a apreciar o sabor natural dos alimentos. Por isso, na fase de transição, é ideal termos um conjunto de alimentos principais, cujo sabor gostamos mesmo. Para mim são bananas, kiwis, batata doce, arroz basmati e mangas - era capaz de passar um dia a comer mangas;


- Ter sempre fruta madura. Quem se inicia neste estilo de vida depressa acha frustrante o estado da fruta nos supermercados. É comum vermos bananas verdes, que vão demorar muito tempo a amadurecer. Aprendam a identificar uma fruta madura (por exemplo, as bananas devem estar amarelas com pontinhos pretos) e organizem as vossas compras a partir daí. Se tiverem a banana como um dos alimentos principais, devem comprar bananas a cada dois dias, de modo a terem sempre algumas a amadurecer. 


- Beber água pelo menos 15 minutos antes das refeições e praticar exercício físico


Em duas semanas no HCLF, já noto diferenças. Tenho muito mais energia, sinto-me mais leve, tenho vontade de passar mais tempo fora de casa e ao sol, e comecei até a fazer cardio sem desejar não ter nascido. E o que tenho comido? As fotos seguintes são do pequeno-almoço e almoço de ontem. Ao jantar encomendei uma pizza vegetariana, sem queijo, mas num dia normal teria comido, por exemplo, quatro batatas-doces grandes no forno, com sumo de lima e cebolinho. Yummm!


Duas mangas, duas tangerinas, um kiwi


1kg de abacaxi e salada com grão, tofu e molho de abacate

45 comentários

  1. Acredito que seja uma dieta muito vantajosa, visto que já sentes a diferença ao fim de duas semanas :)
    THE PINK ELEPHANT SHOE | FACEBOOK | INSTAGRAM |

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  2. Bem, se notas diferença num espaço de tempo tão curto, tem de ser boa :d mas confesso que acho que não me dava com isso...hábitos! :p

    Jiji

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  3. nádia este post foi super informativo adorei e mal posso esperar para que faças novos relacionados com o tema da alimentação
    estou cada vez mais virada para me tornar vegan mas sei que essa é uma decisão complicada e que vou ter de o fazer de maneira progressiva
    beijinhos ^^

    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

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    1. Olá! Que bom, fico muito contente que estejas a pensar nisso.

      De um ponto de vista nutricional, não é necessário que o faças de uma maneira progressiva. Basta que te informes das propriedades nutritivas de cada alimento, não porque uma dieta vegana seja mais complicada mas porque estamos habituados a comer de uma certa forma e precisamos de saber onde ir buscar os nutrientes. Regra geral, os vegetarianos e veganos têm alimentações mais saudáveis que os omnívoros, porque estes últimos comem como aprenderam, o que na maior parte dos casos é tudo menos saudável. Dito isto, a um nível pessoal e de aprendizagem (saberes que comidas gostas, que receitas fazer, etc.) faz sentido uma transição progressiva. Podes começar por eliminar toda a carne!

      Não conheço muitas pessoas que tenham falhado numa dieta vegetariana, mas quando isso acontece deve-se geralmente a duas razões. A primeira é a falta de informação. Imagina que ias todas as semanas a um restaurante comer um esparguete à bolonhesa. Entretanto tornavas-te vegetariana e pedias o mesmo esparguete mas sem a carne. Não funciona, se estás a retirar um ingrediente tem que haver substituição e ajuste de quantidades. A segunda razão é a falta de motivação. Quase ninguém se mantém vegano se o bem-estar animal e do planeta não for uma das razões. Se o fizeres só por ti, pelo teu bem-estar e aparência é muito fácil convenceres-te de que só um Big Mac não faz mal. Para isso, recomendo-te um documentário chamado Earthlings (encontras no youtube) e este discurso: https://www.youtube.com/watch?v=es6U00LMmC4

      Espero ter ajudado :)

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  4. Tem tudo óptimo aspecto sem dúvida, mas não sei se me aguentaria muito tempo.:/

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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  5. Fiquei bem interessada em parte acho que é algo que muito facilmente me habituaria. Grande parte das minhas refeições são maioritariamente compostas por frutas e vegetais, não por seguir nenhuma dieta especifica, mas porque gosto. Sempre senti uma enorme diferença quando o meu pequeno almoço é invadido, por exemplo, com pão. A mudança no organismo é notória.
    Gostava muito que fizesses o post sobre a parte nutricional =)

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    1. Sinto o mesmo, é mesmo uma diferença enorme nos níveis de energia e bem-estar.
      Vou fazer sim, obrigada :)

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  6. Que bom aspecto.... O importante é que te sintas bem .... Boa continuação

    Votos de uma dia feliz.
    Beijos

    Coisas de Uma Vida 172

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  7. fico contente por perceber que tal como eu há pessoas que se preocupam com um estilo de vida melhor :) (embora por vezes seja um bocadinho desleixada!!)
    vou ter mesmo de experimentar essa salada!

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  8. Bem, fiquei rendida! E vou ver os canais que referiste para ter (ainda mais) inspiração. Pode ser que me converta :)

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    1. Vê também este Instagram :) https://www.instagram.com/plantriotic/

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  9. Essa dieta era excelente para a minha mãe, ela adora fruta e era bem capaz de comer fruta e legumes em todas as refeições. Infelizmente, eu não sou assim, apesar de estar a fazer um esforço desde que comecei o My Fit Self! Aqui há dias, a minha terapeuta de Reiki, que é também Naturopata, aconselhou-me a fazer uma dieta Paleo, visto que tem tido efeitos positivos em doentes com fibromialgia, mas a quantidade de proteínas que é necessário ingerir é assustadora e não dá para mim. Também me aconselharam uma dieta macrobiótica e essa sim já me agrada mais, até porque tem muito em comum com a dieta vegetariana. Tenho feito algumas alterações na alimentação de forma muito suave para não estranhar tanto. A ver vamos como corre!

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    1. Catarina, pelo que tenho lido, os humanos precisam de muito menos proteína do que é praticado na dieta Paleo. Aquela quantidade de carne e produtos de origem animal não faz bem a ninguém. E uma dieta que recomenda que se evitem grãos e legumes... enfim. Ficas muito melhor servida com uma dieta macrobiótica :)

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  10. https://www.youtube.com/watch?v=exeZTWz8D5I

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    1. Obrigada :) Conheço o canal e acho os vídeos dela bastante educativos. O meu consumo diário de proteína ronda sempre os 55g, que é o necessário para o meu peso e altura.

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  11. Admiro-te! Tem tudo um excelente aspecto! :) Tento ter uma alimentação saudável, apesar de em alturas de muito trabalho e sonos trocados, ser impossível. Tenho especial dificuldade em ter fruta e legumes frescos. Falho sempre nas quantidades porque não tenho tempo nem paciência para estar sempre a ir às compras, acabo por comprar a mais e, como dizes, amadurecer super rápido e acabar por não consumir tudo :X

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    1. Os ciclos de amadurecimento da fruta são um inferno, ahah.

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  12. gostava de conseguir comer tanta coisa saudável

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  13. Essa dieta parece ser muito boa, eu que estou a estudar Nutrição para uma frequência sei que tem o seu fundamento, também estudei os hidratos de carbono, as calorias vazias e as limpas... Concordo com isso tudo que disseste. No entanto, essa dieta não ia resultar comigo, porque eu nem sequer gosto de legumes, só os como na sopa. Mas tento comer o mais saudável possível e cumprir o resto que tu referiste.

    Admiro-te muito por estares a cumprir esta dieta à risca. É preciso muito auto-controlo para isso.
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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    1. Ah, que bom ter essa "confirmação" de alguém que estudou o assunto!

      Em relação ao auto-controlo, depende. A carne já não considero comida e não é uma tentação. Depois há outras coisas que sabem bem no momento mas depois o meu corpo ressente-se, como as batatas-fritas do pacote ou bolos cheios de açúcar refinado. Por isso acaba por também ser fácil. O que dói são o queijo e os ovos (ADORO ovos cozidos, apesar de já ter ouvido mil vezes que são o período das galinhas, ahah). Mas é o melhor para mim e para os animais =)

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  14. Eu estou muito mal educada ainda em relação aos hidratos de carbono mas felizmente aprendi imenso com a minha melhor amiga que era viciada em dietas mas depois virou vegan e começou-se a reeducar em relação à comida. Eu vou de arrasto e quando estou com ela aprendo coisas boas.
    O My Fit Self Challenge por aqui teve uns problemas mas estou a ver se volto à corrida. São coisas de que falarei depois no blog :p

    http://venus-fleurs.blogspot.pt/

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  15. é preciso força de vontade...


    Isabel Sá
    http://brilhos-da-moda.blogspot.pt

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  16. Olá Nádia! É de salutar a sua determinação em mudar alguns hábitos. Devemos, no entanto, ter cuidado com algumas mudanças mais radicais e muita cautela na partilha dessas "dicas"; toda e qualquer mudança de regime alimentar deve ser acompanhada por um profissional de saúde, pois cada organismo é diferente. Por mim falo: no ano passado, aderi à dieta Paleo, só com base nuns quantos sites que fui lendo. Perdi bastante peso - o objectivo não era esse, mas não me chateou muito! - mas passado uns meses comecei a ter dores muito fortes nos joelhos devido à falta de cálcio (nesta dieta, não se consome qualquer tipo de lacticínio). voltei ao meu regime normal e aprendi a lição: dietas com base no "doctor Web", nunca mais!

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    1. Olá! Concordaria se dissesse que qualquer regime alimentar deve ser acompanhado por um profissional de saúde (ou análises sanguíneas), e não toda e qualquer mudança. Seguir o regime alimentar da maioria não é, de forma alguma, garantia de nos estarmos a alimentar diariamente. Sou vegetariana há alguns anos e fiz na altura, tal como agora, o meu "trabalho de casa", e sei que todos os nutrientes que encontramos na dieta tradicional estão presentes na fruta, legumes e grãos. É questão de ajustar as quantidades e saber a que comidas vamos buscar os nutrientes. Quanto ao cálcio... a indústria do leite e derivados convenceu-nos de que o leite faz bem, mas os humanos não precisam de beber leite. Todo o cálcio que consumo vêm da fruta e legumes, e cumpro sempre os valores diários recomendados. A Internet é uma grande fonte de informação, se soubermos onde a procurar :)

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    2. Funciona para si, Nádia, não quer dizer que funcione para os outros; tal como o regime alimentar da maioria não significa uma alimentação correcta, o facto de o vegetarianismo resultar consigo não garante que resulte para os outros. Continuo a achar que deve haver cautela na recomendação de um determinado regime (veja-se, aliás, a quantidade de pessoas nos comentários interessadas em mudar, mas não necessariamente para o que é melhor para elas...)

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    3. Anónimo, é um facto que uma dieta 100% vegana funciona para qualquer pessoa, simplesmente porque todos os nutrientes encontrados numa dieta tradicional podem ser obtidos sem recurso a produtos animais. A partir daí, cabe a cada um optar pela sua preferência pessoal. Pode ser comida cozinhada, crua, ou uma mistura de ambas. O HCLF é a minha preferência, mas qualquer regime vegano é válido. Agora, o que é preciso é bom-senso, seja qual for o regime alimentar. Como disse num outro comentário, "imagina que ias todas as semanas a um restaurante comer um esparguete à bolonhesa. Entretanto tornavas-te vegetariana e pedias o mesmo esparguete mas sem a carne. Não funciona, se estás a retirar um ingrediente tem que haver substituição e ajuste de quantidades." Os poucos ex-vegetarianos que conheço são pessoas que não se informaram e que culparam o não sucesso da alteração no vegetarianismo. Tal como eu fiz a minha pesquisa, espero o mesmo de qualquer pessoa que esteja interessada no HCLF. As recomendações são apenas isso, recomendações.

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  17. Nádia, ou eu não estou a perceber bem ou tens uma pequena gralha no segundo parágrafo; quando dizes "Enquanto um animal carnívoro, com o seu trato digestivo curto, consegue eliminar rapidamente a carne, os humanos ficam com essa comida no sistema digestivo durante dois ou três dias, o que significa que ao comermos fruta esta vai fermentar, dificultando a digestão.", quando escreves fruta queres escrever carne, não é?

    Um beijinho grande - estou seriamente a ponderar experimentar este regime alimentar (senti-me muito tentada quando mencionaste que te sentes mais energética; muitas vezes sinto-me com falta de energia e penso que isso deve estar relacionado com a minha dieta).

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    1. Olá Sílvia :)

      Queria mesmo dizer a fruta - a carne é de digestão mais lenta, por isso se comemos um prato de carne todos os dias temo-la sempre no sistema digestivo. Se comemos, por exemplo, carne ao almoço e uma refeição de fruta ao jantar, a digestão normal da fruta é "bloqueada" pela carne que lá temos e fermenta. É por isso que mesmo quem recomenda uma alimentação omnívora aconselha comer sempre a fruta antes do prato principal.

      Sim, sinto mesmo diferença! Fico muito contente que estejas tentada a experimentar. Se achares "too much" de uma vez, podes sempre começar pelos pequenos-almoços =)

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    2. ah! Compreendo, muito obrigada :)

      Um pequeno almoço cheio de fruta parece delicioso, sobretudo agora que se aproxima o verão (tantas possibilidades!). Acho que o meu maior problema é pôr de parte (ou mais de parte) o pão, especialmente o pão branco; é raro o dia em que não faz parte do meu pequeno almoço...

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    3. Podes sempre experimentar duas fatias de pão de sementes torradas com abacate por cima (tipo isto http://ibakeheshoots.com/wp-content/uploads/2014/08/avocado-1.jpg) e depois mais fruta. Assim satisfazes o desejo pelo pão :)

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    4. Perfeito! E eu até gosto de abacate, não sei como nunca tinha pensado nisto. Vou experimentar!

      Uma curiosidade. Como é conciliar o teu regi,e alimentar com refeições fora? Eu já nem falo em almoços ou jantares, em que imagino que a única opção é ir a restaurantes específicos, mas não tens problemas com lanches com amigos e assim? (É que estive a fazer um inventário mental do que se come nos cafés onde gosto de lanchar, e parece-me que há quase zero opções veganas, se não mesmo zero!)

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    5. Ah, que bom :)

      Olha, o principal problema da opção vegetariana nos menus dos restaurantes é que raramente é vegana e muitas vezes o elemento principal é mesmo o queijo ou os ovos. Nos restaurantes mais tradicionais a única opção é comer uma sopa e salada simples, mas eu gosto de comida e isso não me satisfaz, por isso não os frequento. Mas as pizzarias, as hamburguerias, casas de tapas, os restaurantes indianos e chineses têm normalmente boas opções veganas. Às vezes podemos pedir mesmo que não esteja no menu (no restaurante chinês que tenho mais próximo peço sempre um crepe sem carne e eles fazem).

      Em relação ao lanches, é mais difícil. Encontras coisas vegetarianas, mas sempre com ovos e/ou leite na composição. Como até há pouco tempo fui apenas vegetariana não tinha esse problema. Para além disso não tenho o hábito de lanchar fora, mas agora que falas nisso vejo claramente que há uma falta de espaços vegan-friendly para lanchar em Portugal... ainda temos muito para andar (em contrapartida, Barcelona declarou-se esta semana a primeira cidade 'veggie friendly'. Yey!)

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  18. Acho uma abordagem muito interessante ao tema da alimentação. Já ouvi falar várias vezes, é realmente diferente daquilo a que estamos habituados (e quase o oposto de algumas dietas que andam na ribalta), mas parece-me ser eficiente :)

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    1. Sim, é quase o oposto. A maioria das dietas não resultam porque são restritivas, as pessoas seguem durante algum tempo, passam fome, perdem peso e ficam satisfeitas; depois voltam a comer como antes e o padrão repete-se. Pelo contrário, o estilo de alimentação high carb, low fat é pela abundância, por isso os resultados mantêm-se a longo prazo. É um estilo de vida :)

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  19. É tudo muito interessante mas esse tipod e alimentação nãoé apra mim. Tenho os meus cuidados e sigo, não sempre, uma dieta mas eu gosto de comida e protanto não me vejo a "abandonar" determinados alimentos :). De qualquer maneira parabéns pela tua persitência e força de vontade.
    Beijinhos.

    misscokette.blogspot.pt

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    1. Eu adoro comida! Devias ver a minha cara quando me preparo para atacar um prato de mangas x)

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  20. Se a fruta da Primavera e do Verão existisse todo o ano, adoraaaava comer só fruta.

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    1. É verdade, e a fruta sabe tão melhor no tempo quente que no inverno!

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  21. eu seguia no yt uma rapariga chamada Elle Tayla. Ve o canal dela. Ela também come hclf e é vegan e faz a cena do raw before 4pm. Ela come tanto tanto tanto que me faz confsão. mas a é exactamente o que tu dizes :) beijinho

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  22. Eu até me tenho aguentado bem:) adorei as últimas imagens Nadia ;)
    Beijinhos
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

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  23. Adorei o teu post!:)
    Bjinhos
    www.nothingbutpainnsweat.blogspot.pt

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  24. Hm. Se esta dieta resulta para ti, acho óptimo mas há largos milhares de anos que o ser humano é omnívoro, opção alimentar que mudou o rumo da nossa (pré-) história e também o modo como o nosso corpo lida com a carne (afinal, para que temos dentes afiados? E... O nosso tracto intestinal não é tão comprido quanto o de um herbívoro, nem temos múltiplos estômagos nem necessidade de ruminar). Devíamos consumir muito menos carne e peixe? Sem dúvida. Dizes que consomes 55g de proteína por dia, o que me parece muito acertado. Por que não hão de ser de origem animal, se houver uma preocupação com origem e qualidade? A proteína animal, ao contrário do que afirmas, é bem mais fácil de assimilar pelo corpo humano que a proteína vegetal. Da mesma forma, muitos elementos importantes dos vegetais só são assimilados se acompanhados de gordura. Não são precisos quilos, como é óbvio, mas ela tem de estar presente, senão é entrar e voltar a sair... Como o licopeno no tomate(que faz dele uma super food), por exemplo, que precisa do azeite para ser absorvido no tracto intestinal. Há muitos factores ainda desconhecidos na nutrição, é mesmo muito todo um rolar de dados... Na minha opinião estamos melhor servidos por um regime com conta, peso e medida,que inclua alimentos de qualidade. Veganismo como opção de consciência percebo, fora isso.. São teorias que nem fazem assim tanto sentido. Pior é comer mangas e bananas que vêm do outro lado do globo, por amadurecer e sensaboronas. Mas isso sou eu.

    Ninguém é vegan desde o nascimento... Até aos 6 meses só devemos consumir leite, e até aos 3 deve continuar a ser a base da nossa alimentação. Leite humano também é de origem animal ;) interessantemente, o meu filho de 2 anos, que sempre comeu pela própria mão, a partir de uma escolha de alimentos o mais possível não processados praticamente subsiste a fruta, legumes, pasta e queijo. Come mesmo muito pouca carne e prefere peixe, sempre. Eu lá vou tentando fazer como ele... Mas não tenho pachorra para estar o dia todo a comer, confesso.

    Gosto muito do teu blog!

    Cristina

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    1. Olá, Cristina. Obrigada pelo teu comentário :)

      Eu sou vegan por diversas razões: a minha saúde, o sabor, o meu corpo, o planeta. Ao nível do corpo humano, há muitos indicadores de que o ser humano é, de facto herbívoro (convido-te a ler este quadro: http://40.media.tumblr.com/tumblr_lrlddocc5o1qknmhwo1_1280.jpg). Quase todos os mamíferos têm caninos, incluindo os herbívoros. Repara nos caninos dos gorilas! Mas a minha razão principal é o bem-estar animal. Não vejo a carne de outros animais como comida e não quero contribuir para uma indústria que considero uma vergonha para a espécie humana.

      Há várias formas de se ser vegan, e um regime vegan não deixa de ser um regime com conta, peso e medida. Pessoalmente, prefiro uma dieta à base de fruta porque é aquela na qual me sinto melhor, mais vibrante. Mas para quem gosta muito de carne e pretende ser vegan há já várias alternativas, algumas que imitam exatamente o sabor e a textura do frango, da carne de vaca e do atum, por exemplo. Não passo o dia a comer, por vezes faço apenas três refeições. Tem tudo que ver com informação: se antes tomávamos ao pequeno almoço um copo de sumo natural e uma sandes de fiambre e agora passamos a tomar só o mesmo copo de sumo, é claro que vamos ter fome pouco tempo depois. Pelo contrário, se bebermos um smoothie de cinco ou seis bananas, ficamos satisfeitos. E há espaço para a gordura, sim: metade de um abacate, por exemplo, tem a dose diária de gordura necessária para um adulto.

      Na verdade, há quem seja vegan desde o nascimento. Ser vegan, obviamente não significa não consumir leite materno - esse leite é destinado ao bebé humano, como o leite de uma vaca é destinado à sua cria. Sigo vários youtubers cujos bebés são vegans desde que nasceram, mamaram enquanto desejaram e nunca consumiram nenhum produto de origem animal. Deixo-te aqui a página de uma dessas youtubers, caso tenhas curiosidade: http://mangoislandmamma.com/

      Beijinhos :)

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