Pedido

Este blog tem seis meses e menos de quinhentas visitas diárias. Comecei-o sem uma linha editorial definida, e já falei tanto de ninharias quanto de coisas que considero relevantes. Este, no entanto, é o post mais importante que já publiquei, e é um pedido - se consegui de alguma forma ganhar a vossa simpatia ou se, pelo menos, têm alguma confiança no meu discernimento, vejam este filme (ou aqui, legendado em português). Vejam todo e sem reservas e tenho a certeza de que alguém irá chegar ao final a pensar que é o filme mais importante que alguma vez viu. Peço-vos ainda que, se assistirem, deixem as vossas opiniões nesta caixa de comentários, para que possamos ter essa interação. Obrigada =)




25 comentários

  1. ja vi este filme antes. é chocante. beijinho

    the-not-so-girlygirl.blogspot.com

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  2. Sobre o filme (vi-o todo mas em acelarado)
    1) Eu tive de abater a minha cadela pq ela estava muito doente e foi o procedimento mais santo que já vi. Uma injecção rápida e ela ficou em paz, sem mais sofrimento. Acho que relativamente a animais de estimação, se é para adquirirem 1, que o façam com cabeça e que saibam o trabalho que vão ter.. não é só pq é giro e pq famosa x tbm tem 1
    2) para bem da saude publica em portugal, eu espero que algumas dos métodos de morte que o video demonstrou nao sejam praticados cá.. porque para meu conhecimento.. são ilegais e vão contra o que está regulamentado.. mas se alguem souber como é por favor que diga
    3) eu sempre achei que as peles eram aproveitadas dos animais que são mortos para comida.. pelos vistos não é bem assim. Matar um animal unicamente por causa das peles é idiotice, é estupidez, é monstruoso.
    4) sou absolutamente contra zoos, circos com animais e uso de animais para espetáculos.. ainda alguem há de me explicar qual é a beleza de ver um animal enjaulado.. e em condições degradantes. Nem vou comentar as touradas..
    (continua no proximo comentário)

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  3. (continuação do meu comentário anterior)
    5) parte 5 é a que conheço melhor - e desculpem mas se hoje em dia temos tratamentos para muita coisa, se hoje me dia sabemos o efeito de cada neurotrasnmissor, de cada partícula, praticamente de tudo, é graças às experiências em animais, que ao contrário que o senhor do vídeo diz são extremamente parecidos connosco. E é aqui que o video, na minha opinião exagera e muito, e deturpa bastante os factos!!! É completamente IGNORANTE achar que é possível saltar a parte da investigação nos animais e passar directamente para humanos. Desde já regulamentação rígida que obriga à utilização menor possível de animais em experiências. Segundo, as condições de alojamento e seguimento por veterinários são excelentes, aos animais é sempre garantido um sitio confortavel para dormirem, têm sempre comida e tem direito a dormir segundo ritmo circadiano (nomeadamente os ratos que sinceramente têm uma vida melhor do que se fossem selvagens à mercê de outros animais). Se ficarem doentes são tratados, a não ser que a doença, que ponha em causa a sua propria sobrevivencia. Não, os animais não são torturados dessa forma, os animais têm acesso a medicação para a dor, quando são anestesiados são como se fossem humanos, têm direito a morfinas e afins para retirar a dor. Têm direito a conforto. Eu já participei numa experiência em que tinha de injetar uma substancia que atuava tanto como antidepressivo como para a dor em ratos velhinhos que já tinham artrose e os bichos não ficavam stressados, queixavam-se um bocadinho (como qualquer um se queixa depois de levar uma vacina), mas depois ficavam calminhos e bem, e era sempre garantido que os bichos ficavam minimamente bem. DEpois, há animais que são extremamente parecidos connosco, nomeadamente os porcos e é por isso que eles são usados para treinar técnicas cirurgicas. Para terem a noção, quando se tenta melhroar uma técnica usa-se entre 5 a 10 animais e depois passa-se para humanos se se verificar que é minimamente seguro. E nem vale a pena mencionarem simuladores de computadores pq para além de ser estupidamente caros, não integram variáveis como as diferenças anatómicas.

    Posto isto tudo, o video até pode ser preciso em algumas partes, mas sinceramente foi construido e narrado para surpreender e influenciar, e não é totalmente objetico em algumas partes. Não nego que em tempos a investigação ciejtífica tenha sido assim, mas sei como é feito atualmente, e essa última parte está muito desatualziada, porque insvetsigações que envolvam tortura desmesurada dos animais nem sao aceites pelas revistas cientificas. O que me faz questionar se o video é assim tão atual quanto isso, porque muita coisa mudou nos últimos 10 anos.

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  4. (última parte do meu comentário)
    Contudo quero deixar aqui uma reflexao: se o mundo todo, aderisse ao vegetarianismo, como é sugerem que se obtenha a fonte de alimentação? Toda a gente com uma hortinha e plantar as suas coisas? Como é que seria possível alimentar as popuações das grandes cidades? Onde é que se iria construir as estufas (porque ao contrario dos animais, há frutas e legumes de época) com capacidade de produção para toda a gente? Somos 7 bilhioes de pessoas atualmente, já não estamos em numero tão reduzido como os nossos ancestrais, a nossa medicina evoluiu de tal forma que é mais dificil morrer.. Há cada vez mais sobrepopulação, alguem tem maneira de resolver esse assunto?
    DEsculpa a minha reflexao tão longa, para mim é um assunto demasiado complexo que tem de ser integrado em diversas perpestivas

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    1. Olá, Sofia! Obrigada pelo teu comentário :)

      Olha, a experimentação animal é o assunto sobre o qual estou menos informada, por isso abstenho-me de comentar. Sei de biólogos que se opõem à experimentação, mas também absorvi a tua perspetiva. Em relação à agricultura, a questão é mais transparente: repara que pelo menos 30% (encontrei valores entre os 30% e os 45%, mas prefiro alinhar por baixo quando não tenho a certeza) da superfície terrestre é ocupada pela criação de animais para consumo humano. Nos EUA, por exemplo, 70% do grão produzido vai para alimentar os animais. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura revelou em 2008 que a criação de gado consome mais recursos do que produz e que para produzir 1kg de carne de vaca são necessários 10kg de grão. Para além disso, a agricultura animal precisa de muito mais espaço, água e combustíveis fósseis. Ou seja, a agricultura animal é ineficiente. Se as pessoas deixassem de consumir animais, teríamos mais recursos, mais abundância.

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    2. Se não for má-educação meter-me, terei todo o prazer em responder à Sofia :)

      Sobre a fonte de alimentação:

      Na verdade mais alimentos chegariam às pessoas, visto que cerca de 90% da colheita de cereais que existe no mundo (soja, milho, etc), vai directamente para os animais que, todos os dias, são submetidos às condições mais vis e desumanas.

      Para um único quilo de bife bovina, sete a dez quilos de plantas são utilizados; se parássemos de comer animais o solo utilizado para esse propósito ainda seria menor para alimentar a população inteira, o que ajudaria também a combater a desflorestação - algo que a indústria pecuária é a maior responsável a nível mundial.

      Tanto a ONU, como a FAO, bem como muitos científicos já confirmaram: Se os americanos reduzissem o consumo de carne em 10%, haveria cereais suficientes para alimentar sessenta milhões de pessoas. O documentário que revela esses dados chama-se Meat The Truth.

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    3. Em relação à experimentação animal:

      Muitos cientistas, médicos, biólogos, etc, já afirmaram que a experimentação animal é como uma moeda atirada ao ar; o resultado é super aleatório, sendo que a maior parte das vezes não é bom. As empresas e laboratórios que continuam a insistir nos testes em animais afirmam que é por motivos de segurança, tendo em conta determinadas substâncias, mas a realidade que não querem tomar como pública (e que alguns investigadores como Singer já descortinaram) é que mais de metade dos testes são:
      - desnecessários;
      - irrelevantes;
      - sem solução apta para o ser humano.


      Quanto a serem "vacinados" e "anestesiados" para diminuir a dor, na maior parte das experimentações isso não acontece porque isso alteraria o resultado que se pretende obter, seja qual for o tipo de teste (a nível químico, físico, psicológico, irritativo, etc) - e, mesmo que acontecesse, não é moralmente válido utilizar um ser vivo senciente como se fosse uma coisa, por mais bem tratado que seja. Isso continuaria a afirmar que esse ser vivo continua a ter os seus direitos negados e que, portanto, permanece como mero objecto dos interesses humanos.

      Singer deixa muitas informações relevantes, com fontes reais, bem como relatórios feitos sobre esses testes (todos eles vistos como inconclusivos ou irrelevantes ou que não possuíram resultados gratificantes e que têm de ser repetidos - algo que a própria Ciência condena, visto que se algo não funciona à primeira então deve ser logo descartado). O livro chama-se 'Libertação Animal' e o discurso filosófico do autor é bastante neutro e analisa sem quaisquer emoções o que se passa nos laboratórios (bem como nos outros locais onde os animais são explorados).

      Outras ligações com fontes:

      - http://grito-silenciado.blogspot.pt/2014/01/os-bebes-da-talidomida-uma-geracao.html
      - http://grito-silenciado.blogspot.pt/2014/01/a-experimentacao-animal-contribui-para.html

      Grupo de médicos, científicos, etc que trabalham para o fim da experimentação animal (visto confirmarem-na como desnecessária):

      - http://www.pcrm.org/
      - http://www.pcrm.org/solr/animal%20testing


      Uma das alternativas aos testes em animais a nível da toxicidade (que é uma das partes mais importantes para definir o perigo de substâncias medicamentosas) comprovadíssima como sendo mais eficaz do que os supracitados: https://www.researchgate.net/publication/51447511_Bjorn_Ekwall_and_his_contribution_to_modern_cell_toxicology

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    4. Os testes em voluntários na BIAL, que acabaram por matar a morte de um deles, tinham sido primeiramente feitos em animais, incluindo animais que são "tecnicamente parecidos" connosco, como o caso dos chimpanzés (texto abaixo retirado daqui: https://www.facebook.com/BelezaVegana/posts/989257351168760):

      - Os testes (que matou 1 pessoa e deixou 5 hospitalizadas) foram devidamente executados em animais: “Este ensaio foi aprovado pelas Autoridades Regulamentares Francesas, bem como pela Comissão de Ética Francesa, em conformidade com as orientações de Boas Práticas Clínicas, com a Declaração de Helsínquia e de acordo com a legislação inerente a ensaios clínicos”, confirmou a Bial. Em conferência de imprensa, Marisol Touraine referiu que a molécula tinha sido testada em modelos animais, nos ensaios pré-clínicos, incluindo chimpanzés." - http://observador.pt/2016/01/15/franca-ensaios-clinicos-deixam-seis-pessoas-estado-grave/

      "Testing had already been carried out on animals, including chimpanzees, starting in July, Touraine said." - http://www.theguardian.com/world/2016/jan/15/french-drug-trial-one-person-in-coma-and-five-critically-ill

      - Achar que os testes em animais são realizados de maneira ética e "direitinho", que os animais não sofrem é muita alienação. Se você tiver estômago, dê uma pesquisada nesse post sobre quais testes e como são feitos em animais: http://www.institutoninarosa.org.br/site/experimentacao-animal/vivisseccao/em-testes/

      "A quase totalidade dos experimentos envolve dor, sofrimento, aflição ou dano permanente. A maioria deles é realizada sem o emprego de anestesia. Os animais utilizados acabam morrendo, seja como resultado do experimento ou serão deliberadamente mortos e seus cadáveres examinados. Além de passar por procedimentos dolorosos, os animais também sofrem com as condições artificiais em que vivem nos laboratórios, onde raramente entra a luz do sol, com a falta de espaço, com o confinamento, e com a falta de contato e estímulos. Tudo isso faz com que sintam stress, medo, tédio, depressão e tensão psicológica. Todos esses fatores juntos podem causar um sofrimento que mal conseguimos imaginar."
      - Do ponto de vista científico, testes em animais tem baixíssima eficácia e confiabilidade.
      "As the Stroke editorial lamented, such animal experiments were not only failing to advance science, they were actually impeding progress:
      Each time one of these potential treatments is observed to be effective based upon animal research, it propagates numerous further animal and human studies consuming enormous amounts of time and effort to prove that the observation has little or no relevance to human disease or that it may have been an artifact of the animal model itself."
      http://www.pcrm.org/research/healthcare-professionals/research-compendium/an-examination-of-animal-experiments

      "The value of animal experimentation has been grossly exaggerated by those with a vested economic interest in its preservation. Because animal experimentation focuses on artificially created pathology, involves confounding variables, and is undermined by differences between human and nonhuman anatomy, physiology and pathology, it is an inherently unsound method to investigate human disease processes. The billions of dollars invested annually in animal experimentation would be put to much more efficient, effective and humane use if redirected to clinical and epidemiological research and public health programs.
      http://www.mrmcmed.org/critical_look.pdf

      "Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials."
      http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussle-over-unproven-cancer-treatment-1.18864

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    5. Obrigada pelo esclarecimento em relação à experimentação animal, Mel. Li o Animal Liberation, mas não conhecia as outras fontes.

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    6. Um ponto de vista bem diferente do meu, que respeito, a difereça Mel e Nádia, é que não falo de cor ou de coisas que li, eu falo de coisas que VEJO porque tenho experiência na área. Eu sei como os animais são tratados e continuo a afirmar que eles são anestesiados com um cocktail que inclui opióides, durante os procedimentos (alias, faz mesmo parte do protocolo.. pelo menos dos da unidade de investigação onde trabalho). Se a ciência caminha para o fim do uso em animais, ainda bem. Mss isso nunca seria possível se antes não se tivesse usado animais e isso, minhas caras, não o podem negar. Alias, hoje em dia são usadas informações que foram obtidas nas experiências feitas nos campos de concentração nazi. Arrisco até a dizer que marcas de cosméticos que se auto-proclamam como defensoras de animais, e que não testam em animais, não fazem experimentação animal, porque os materias que usam foram previamente testados e validados. Dá que pensar não é?
      Quanto a alimentação, continuo com as minhas duvidas, mas percebo o que me explicaram. Mas agora surgiu-me uma dúvida: Qual é a linha que separa um animal de uma planta? Que legitimidade tenho eu para chegar a uma planta/árvore, arrancar o fruto/sementes, usar as folhas para meu próprio proveito? Não estarei também a feri-la? Não digo isto no sentido de gozo, gostava que me explicassem que diferença é esta que legitima a destruição de uma planta para consumo. Qual a definição de vida? è porque um animal tem coração que é pouco ético matá-lo, mas arrancar um vegetal pela raiz não é tao mau?

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    7. Sofia, devolvo-te a pergunta: o que é que legitima, de um ponto de vista ético, destruir a vida a um animal para consumo humano, quando não é legítimo destruir uma vida humana? Como é que podemos ver mais similaridade entre um porco e uma alface que entre um porco e um humano? As plantas não têm sistema nervoso central, Sofia. Não têm cérebro para poderem interpretar algo como dor. Ainda assim, imagina que num universo paralelo as plantas sentiam dor. Mesmo nesse caso, parar a criação animal para consumo seria vantajoso, porque estaríamos a poupar a vida a milhões de animais, uma vez que estaríamos a tirar a "vida" apenas a plantas em vez de animais e plantas. Ou seja, se hoje saísse um estudo fidedigno a afirmar que as plantas também sofrem, a solução nunca seria voltar a comer animais, seria sempre escolher entre o menor de dois males, ou seja, comer plantas. Mas não vivemos num universo paralelo e as plantas não têm SNC.

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    8. Ética? Hum... é o define o conceito de certo ou errado? És tu? Sou eu? É uma entidade? Se vamos partir para o campo da ética, vamos partir para um campo muito vasto de muitas áreas cinzentas e de respostas incertas. Tu argumentas x, eu argumento y, e ficamos nisto para a eternidade xD
      Em última análise, é a forma como escolhemos olhar para vida e para o que nos rodeia. Por exemplo, a minha definição de vida é diferente da tua. A minha vai muito além de sistema nervoso central ou capacidade de sentir dor.. ou a proximidade ou a distância de uma determinada espécie em relação a mim. O meu problema ético está na proveniência dessa carne, como foi tratado esse animal, como foi morto esse animal e não o acto de comer carne em si, propriamente. Mas eu sei de onde vem a carne? Não. Tenho a certeza de que o animal não sofreu? Não. Tenho a certeza que foram usados os métodos demonstrados neste vídeo? Não. Tenho a certeza que não foi usado nenhum forma de tortura? Não. Vou deixar de comer carne porque não sei de onde ela vem? Não
      Tu consegues garantir que não houve nenhuma espécie de sofrimento (humano ou animal) na produção das tuas (e minhas que eu tambem gosto!!)? Deixa-me responder por ti: não.

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    9. Sofia, o teu argumento é demagógico. Dizes que a tua definição de vida é mais extensa que a minha (deveríamos estar a falar de senciência, vida é um conceito demasiado lato para o assunto em questão) e que não tens em conta a proximidade da espécie, mas depois limitas o direito a não ser morto apenas aos indivíduos da espécie a que pertences. Preocupa-te como foi tratado o animal que te serve de jantar, mas comes porque não podes garantir que não há nenhuma espécie de sofrimento animal. Onde está a lógica dessa afirmação? No fundo, estás a dizer que te preocupas tanto com tudo ao ponto de não fazeres nada. Já vi esse raciocínio muitas vezes, Sofia. Quem se preocupa com o sofrimento animal, não come animais. Quem pergunta pelas plantas, pelos mosquitos e pelos meninos nas fábricas da Nike não faz nada pelos animais, pelas plantas, pelos mosquitos nem pelos meninos das fábricas da Nike.

      Não me parece que estejamos perante uma área cinzenta quando dizemos que as vidas dos animais não nos pertencem. A escravatura não é uma área cinzenta, o homicídio também não. Da mesma forma, criar e matar animais para nosso usufruto também não o deveria ser. Se toda a ética fosse feita de áreas cinzentas, um humano podia matar outro sem ser punido e declarar ter uma conceção de vida que lhe permitia isso. Quem olha para o problema pondo de lado os seus interesses pessoais vê, preto no branco, que não há justificação ética para comer animais. As áreas cinzentas são criadas por quem procura justificar-se e, talvez, se temos que nos justificar ao ponto de chegarmos a argumentos do género "e as plantas?", é porque o assunto nos inquieta.

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    10. Vou meter-me ao barulho, mas aviso que ainda não vi o documentário, apenas fiquei curiosa ao ler todos estes comentários. Tenho apenas algumas perguntas a fazer-te Nádia: quando ficas doente tomas medicação ou optas por não tomar por os medicamentos serem testados em animais? Tomas vacinas ou deixas de as tomar por estas também serem testadas/produzidas em animais?

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    11. Raspberry, a resposta é sim. Claro que tomo medicamentos e vacinas caso precise. O veganismo não é sobre ser puro ou moralmente superior, é sobre fazer o menor mal possível. A falta de medicamentos não testados em animais não faz com que seja correto - nem necessário - comer carne, usar peles e cosméticos testados em animais. Afinal, se eu quero fazer o menor mal possível, vou fazer mal todos os dias só por não poder fazer o bem absoluto?

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  5. Ainda não vi o filme mas sei que me vai chocar imenso. Assim que vir venho cá deixar as minhas palavras

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  6. Já vi documentários dentro do género mas este nunca, vou guardar para ver no fim-de-semana.

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  7. Tinha conhecimento de vários documentários deste género, porém confesso que desconhecia a existência deste em particular e por esse motivo, fui satisfazer a curiosidade. Deixou-me chocada, sim, e honestamente diria até enojada com alguns dos atos demonstrados no filme. É uma forma mais fácil de transmitir às pessoas uma perspetiva diferente da relação que temos com os animais e até, talvez, de mudar mentalidades!
    Obrigada pela recomendação, pois apesar de tudo (e devido a tudo), foi um documentário que gostei muito de ver! Beijinhos :)

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  8. Vou ver com atenção e depois logo digo alguma coisa :)

    R: Por acaso, nunca li nenhum livro da Philippa Gregory. Neste último romance histórico que li, há uma breve alusão aos Tudor. Já tinha lido algumas coisa sobre eles mas nunca aprofundei o assunto, mas agora fiquei curiosa. Quais foram os livros que leste?

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  9. Vou ver hoje e mal acabe passo por aqui a deixar a opinião! ^^

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  10. Fica a sugestão.
    Vou tentar ver.
    Porque ainda não vi.
    Bfds

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  11. Tenho sempre muitas dúvidas em relação a estes documentários, simplesmente porque acho que optam por mostrar apenas o lado que querem defender. Interesso-me muito pelo tema mas acho que, até hoje, nunca vi um filme que fosse objetivo e imparcial, e este não é exceção.
    Em primeiro lugar, o documentário é norte-americano, o que faz alguma diferença porque a União Europeia é o sítio do mundo com melhor legislação para estas questões, sejam a produção animal, a experimentação, entre outros. A realidade dos Estados Unidos (fábricas de pets, câmaras de gás e outros), que tem legislação francamente pobre em relação a estas questões, não é a realidade da UE e não há como negar isso.
    Sou sensível à questão do vegetarianismo/veganismo, aliás tudo o que sei sobre o assunto leva-me a pensar que um mundo em que não se consome carne/peixe seria um mundo mais sustentável. Mas tornar o mundo vegan é uma utopia. Isso seria possível nos países desenvolvidos porque há muitas outras opções de alimentos a consumir mas nos países em desenvolvimento essas opções não existem...
    A experimentação animal é uma questão complexa porque, se é verdade que há casos em que faz pouco ou nenhum sentido, como em cosméticos, há outros em que não sei se existirá alternativa possível e eficaz, como as cirurgias que são treinadas em porcos, por exemplo, antes de serem realizadas em pessoas.
    Sou contra muitos dos aspetos referidos no filme, como as touradas e manter animais em circos mas não sou contra os zoos. Mais uma vez, acho que os zoos que o filme mostra são claramente maus, mas existem zoos na Europa (e não só) com condições francamente boas. Além disso, os zoos têm um papel importante na educação ambiental e na conservação de espécies. Os animais dos zoos europeus não vêm do meio natural, há muitos anos que isso é proibido, nascem em zoos e são trocados entre zoos. Sou contra, isso sim, espetáculos de animais como os golfinhos, e contra zoos sem boas condições ou a manutenção de animais em zoos que não se adaptam a eles (como os ursos polares ou as orcas, por exemplo).
    Acho interessante debater estas questões mas também acho que estamos longe de ter as respostas todas e esta é uma área muito cinzenta, pelo menos para mim.

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    1. Eu não acho que seja uma área cinzenta, de todo. Somos nós que a acinzentamos com argumentos inválidos para justificarmos manter a nossa conduta. O Earthlings é um filme destinado a causar um primeiro choque, apelar à compaixão. Pessoalmente, não vejo um problema nisso - os animais SÃO vítimas dos humanos, e o filme mostra apenas uma ínfima fração do abuso a que são submetidos para nosso usufruto diariamente. Eu acho eticamente errado matar um animal para comer independentemente das condições em que este tenha sido criado, mas mesmo quem não se opõe a comer animais per se e tem uma posição bem-estarista deveria recusar comer animais nas condições atuais da indústria. O filme é importante porque ainda há quem pense que os animaizinhos vivem felizes num prado verde e que existe algo como "vacas leiteiras" que têm sempre leite. Quando chegamos ao ponto em que esquecemos que para que uma fêmea tenha leite é necessário ter estado grávida, é porque estamos a tentar fugir de algo, e se estamos a tentar fugir, é porque no fundo o assunto também nos confunde e inquieta.

      Depois do Earthlings, é a obrigação de cada pessoa procurar mais informação. Recomendo vivamente o Animal Liberation, do filósofo Peter Singer, que é dedicado apenas à ética. Sem apelo ao sentimentalismo, só argumentos lógicos.

      O veganismo é um movimento historicamente recente, pelo que é irreal pensar num planeta vegan. No ocidente, virtualmente qualquer pessoa pode deixar de comer carne... repara na diferença que isso faria! Imagina o excesso de planta e grão que poderia servir para alimentar os países em vias de desenvolvimento! O maior problema das pessoas face ao veganismo é que implica mudar uma parte importante da nossa vida. Implica passar a pensar para além do que nos apetece e das nossas vontades. Mas é importante percebermos que o poder está do nosso lado, que cada pessoa tem impacto, assumir a responsabilidade e fazer o que podemos.


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  12. ahaha menos de 500 visitas diárias! Eu tenho uma média 10 por dia, não é espectacular? Ajudava se eu não escrevesse tanta porcaria. Vou ver... ah e tal porque tem o Joaquin Phoenix :)

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