Cinco séries de 2017 para ver em 2018

Desde o fim de Downton Abbey que me sinto meio órfã de série. Sou muito fã de Game of Thrones (eu sei, à semelhança da quase totalidade da população terrestre), mas com temporadas tão curtas e um tempo excessivo de espera entre as temporadas, quase me esqueço que existem a Daenerys e os amiguinhos todos. Além de que já arranjaram maneira de matar um dragão e não sei se me sinto emocionalmente preparada para a eventual morte de outro. Mas adiante - ainda que este ano não tenha descoberto uma série que me tenha deixado mesmo encantada, passei bons momentos com um conjunto delas. Aquelas que vi do princípio ao fim, ou que sei que irei ver, ganharam lugar nesta lista (para trás ficou, por exemplo, Penny Dreadful, que começou muito bem mas tornou-se cansativa), e desconfio que algumas podem tornar-se "A" série para alguém.


1. THE HANDMAID'S TALE 

A minha série favorita do ano e algo de realmente novo, desafiante e inquietante. Baseada no romance do mesmo nome de Margaret Atwood, tem lugar num futuro distópico em que, face às reduzidas taxas de fertilidade, um governo totalitário força as mulheres férteis a tornarem-se servas de homens poderosos, com a finalidade de produzir filhos para estes e as suas esposas. The Handmaid's Tale segue o percurso de uma dessas servas (a quem foi atribuído o nome de Offred (literalmente, "de Fred", o homem a quem pertence) e é a história da luta contra a subjugação, o patriarcado e a coisificação da vida humana. 


Mais uma série baseada num romance de Margaret Atwood, desta feita baseado em factos verídicos. É factual que existiu uma mulher chamada Grace Marks, que essa mulher trabalhava como empregada doméstica na casa de Thomas Kinnear, que este e a sua governanta e amante, Nancy Montgomery foram assassinados em 1843, e que Grace e o outro empregado da casa, James McDemortt, foram condenados pelo duplo homicídio. A dúvida sobre se Grace seria realmente culpada é o motor principal da história e deixa-nos a pensar até ao último minuto (e talvez até depois). A atriz principal, Sarah Gadon, oferece uma performance cativante e deve-se a ela grande parte do fascínio desta série.




3. WESTWORLD 



Foi uma das séries mais aclamadas do ano e com boa razão. Não que o tema seja inovador: não só a série é baseada num filme homónimo de 1973, como já vimos a questão da inteligência artificial discutida em muitos meios e explorada na ficção. É, no entanto,  cada vez mais atual: à medida que os computadores se vão tornando mais inteligentes, os limites do humano e a própria definição de "pessoa" pedem para ser questionados. Westworld é, no seu âmago, movida por esta questão filosófica, não se passasse a ação num parque temático inspirado no Velho Oeste e povoado por robots cuja extraordinária semelhança aos humanos é o real atrativo para os visitantes, que aí podem viver as suas mais loucas fantasias. A noção de pessoa e as concepções de bem e mal são o motor desta série que promote mais e melhor para a segunda temporada.

 


4. BIG LITTLE LIES


O que esperar de uma série que junta Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley nos papéis principais? Na minha opinião, uma espécie de Donas de Casa Desesperadas, mas em muito melhor. O ponto de partida é o mesmo: donas de casa endinheiradas com vidas aparentemente perfeitas que escondem, em alguns casos, vidas não tão perfeitas assim e, noutros, situações verdadeiramente dramáticas. A série deixa-nos agarrados desde o primeiro episódio, quando é revelado que as três amigas estão envolvidas num homicídio. Não sabemos quem morreu ou quem matou, e cada episódio caminha para o desvendar desse mistério. Não será uma das minhas séries favoritas de sempre, mas com apenas sete episódios, um bom enredo e ótimas interpretações, foi uma aposta ganha.


5. GODLESS

Esta última entrada envolve um bocadinho de batota porque, na verdade, ainda não terminei a série. Interessou-me o facto de ter poucos episódios (regra geral, as séries que já têm muitas horas de screentime assustam-me), de ser um western e de ter a Michelle Dockery no elenco, a fofinha (discutível, mas eu era apaixonada) Lady Mary de Downton Abbey. Godless cruza duas histórias: a de uma cidade mineira quase exclusivamente ocupada por mulheres após uma explosão na mina ter aniquilado a maioria dos homens, e a de Roy Goode, um fora da lei perseguido pelo impiedoso Frank Griffin e o seu bando. É uma série violenta, como teria sido o Velho Oeste, mas vejo-lhe muito potencial e estou certa de que quando a terminar irá continuar no meu Top 5 de séries de 2017.


Quais as vossas séries favoritas de 2017? Digam-me se acham que há alguma mesmo boa que me está a falhar. E aproveitem para me seguir lá pelo Instagram, onde publico com regularidade 💙

10 comentários

  1. Uau: à excepção da última série de que falaste (que não conheço), esta lista podia ter sido escrita por mim. Adorei the handmaid's tale — já tinha lido o livro e adorado, e gostei muito da adaptação. A atriz principal brilha!

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  2. Há algumas bastante intrigantes :), não as conhecia. De momento vejo game of thrones, viking, strange things e outlander. Beijinhos

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  3. Tenho mesmo que apostar em Westworld! Beijinhos*

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  4. Da lista so conhecia a primeira que ainda não vi, as restantes parecem ser super interessantes. Eu também sou grande fã do Game of Thrones (doi de saber que novos episódios só em 2019). Para além de Narcos e Breaking Bad, eu neste momento estou a ver Stranger Things e fiquei viciada!
    Por onde anda a Sofia?

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  5. Vi Handmaid's tale com tal paixão que fiquei mesmo chateada quando acabou, não me apetecia nada esperar pela próxima temporada ahah! Aguardo que volte!
    Em relação a westworld vi os 5 primeiros episódios mas perdi o interesse e deixei de ver.

    E. ♥ Meet me for Breakfast

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  6. Quero muito ver Alias Grace e Handmaid's tale :)

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  7. Este teu TOP5 não poderia ser melhor (não fosse eu fã destas séries todas), por de repente parecer que temos os mesmos gostos neste quesito, não posso deixar de te recomendar a série que estreou no fim do ano e que é assim qualquer coisa de bom de mais: THE DEUCE!!! (a decadente NY dos anos 70, drogas, prostituição, chulos, descoberta da indústria pornográfica, descoberta da SIDA...James Franco e Maggie Gyllenhaal como nunca os vimos, precisa-se de um certo estômago para muitas cenas cruas e sem qualquer glamour, mas é arrebatadora!!!)

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    1. Obrigada, pela sugestão! Eu gosto de séries mais "polidas" (ou, se tiverem alguma violência, que seja justificada pelo enredo como no caso de Handmaid's Tale e Westworld) e não tenho muito estômago para o tipo de situações que descreves, mas sem dúvida que vou espreitar o primeiro episódio :)

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  8. Percebo, também não costumo lidar bem com algum teor de violência, mas nesta série é muito bem cimentada no enredo... Nem se trata tanto de imagens fortes em si mas de momentos fortes com personagens tão bem trabalhadas que nos causam muito impacto. Acho que nos faz sentir empatia com estereótipos com os quais não nos identificamos de todo, o que não é tarefa fácil. Quando decidi ver confesso que foi muito por ser apreciadora do trabalho do James Franco. O tema não me cativava muito mas papei logo 3 episódios seguidos tal é a capacidade desta série nos agarrar ao ecrã.

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